O que acontece quando o Universo nos envia tanto ondas gravitacionais quanto luz provenientes do mesmo evento? Esta combinação rara intriga os astrónomos, pois poderia revelar um tipo de explosão cósmica ainda não observado. Um fenómeno recente, denominado AT2025ulz, mostra sinais tanto de uma supernova quanto de uma quilónova, confundindo assim as fronteiras entre estas categorias estabelecidas.
Por um lado, as supernovas marcam o fim espetacular das estrelas mais massivas, espalhando pelo espaço elementos como carbono ou ferro. Por outro, e muito menos frequentes, as quilónovas ocorrem quando duas estrelas de neutrões colidem. Estes remanescentes de estrelas mortas, de densidade extrema, fundem-se então e geram elementos ainda mais pesados, como ouro ou urânio, que enriquecem posteriormente o cosmos.
Esta dualidade nas observações dividiu a comunidade astronómica. Alguns pensaram tratar-se de uma supernova comum sem ligação à s ondas gravitacionais. Mansi Kasliwal, autora principal de um estudo publicado na The Astrophysical Journal Letters, explica, no entanto, que o evento não se encaixava perfeitamente em nenhum dos dois modelos conhecidos, levando a considerar uma explicação hÃbrida.