🧪 Espumas isolantes sem produtos tóxicos

Publicado por Adrien,
Fonte: Chemical Engineering Journal
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As espumas de poliuretano estão presentes em muitos objetos do cotidiano. Um estudo publicado no Chemical Engineering Journal mostra como produzir espumas similares sem usar isocianatos.

As espumas de poliuretano são amplamente utilizadas para isolar edifícios, fabricar colchões ou proteger objetos durante o transporte. Sua estrutura leve e repleta de pequenas bolhas lhes confere excelentes propriedades isolantes. Para fabricá-las, os industriais geralmente usam dois ingredientes principais: um poliol e um polisocianato.


Imagem de ilustração Unsplash

Quando essas duas substâncias reagem, formam uma rede sólida de moléculas que constitui a ossatura da espuma. Ao mesmo tempo, os isocianatos também reagem com a água e produzem dióxido de carbono. Esse gás cria as bolhas que fazem o material se expandir enquanto o polímero se solidifica.

Os isocianatos desempenham, portanto, dois papéis essenciais: participam da formação do material sólido e produzem parte do gás que cria a espuma. Mas esses compostos também são conhecidos por sua toxicidade antes de reagirem, principalmente para a pele e as vias respiratórias. Sua utilização está, portanto, cada vez mais regulamentada.

Para encontrar uma alternativa, pesquisadores do Instituto Charles Sadron (CNRS), em colaboração com a empresa SOPREMA, estudaram uma outra reação química chamada reação de aza-Michael. Ela se baseia na reação entre dois tipos de moléculas, uma amina e um acrilato.

Esses dois líquidos reagem facilmente entre si, sem solvente ou catalisador. Sua reação forma progressivamente uma rede sólida de polímeros, comparável em sua função à das espumas de poliuretano. A vantagem é que nenhum isocianato é necessário.

No entanto, essa reação não produz dióxido de carbono. Para formar as bolhas características de uma espuma, os pesquisadores utilizam, portanto, um agente expansor chamado ciclopentano. Sob o efeito do calor da reação química, esse composto se evapora e cria as cavidades no material.

Todo o desafio consiste então em sincronizar dois fenômenos. A reação química deve liberar calor suficiente para evaporar o agente expansor, mas não muito rápido, para que a estrutura tenha tempo de se solidificar e prender as bolhas.

Para resolver esse problema, os pesquisadores imaginaram uma fabricação em duas etapas. Eles começam com uma pré-reação com um excesso de amina. Essa etapa permite controlar melhor a viscosidade da mistura, a velocidade da reação e o calor produzido.

Ajustando essa primeira etapa, a equipe conseguiu fabricar uma espuma rígida capaz de recuperar até 95% de sua altura depois de ter sido fortemente comprimida. A estrutura obtida apresenta majoritariamente células abertas.

O desempenho isolante ainda permanece um pouco inferior ao das melhores espumas comerciais. Mas os pesquisadores estimam que uma otimização da estrutura interna e dos agentes expansores poderia melhorar esses resultados.

Essa abordagem mostra que é possível fabricar espumas poliméricas rígidas sem usar isocianatos. A longo prazo, ela poderia permitir a produção de materiais isolantes mais seguros para a saúde e mais duráveis.
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