🚀 A NASA revisa completamente seu plano para retornar à Lua

Publicado por Adrien,
Fonte: NASA
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O projeto americano de retorno humano à Lua acaba de passar por uma grande revisão de seu cronograma e objetivos. Esta reviravolta afeta diretamente o programa Artemis, com a NASA adiando o pouso inicialmente planejado e alterando a distribuição de funções entre as diferentes missões.

Esta decisão segue o retorno ao hangar do foguete do Artemis 2 para reparos. A agência espacial mantém o objetivo de enviar uma tripulação de quatro astronautas para orbitar nosso satélite natural ainda nesta primavera, sujeito à conclusão dos trabalhos de reparo e manutenção dentro do prazo. No entanto, a próxima missão, Artemis 3 e seu histórico pouso lunar previsto para 2028, não acontecerá mais de acordo com o cenário original.


Ilustração artística da nave Starship da SpaceX na Lua durante uma missão Artemis para a NASA.
Crédito: SpaceX

A nova agenda estabelece que a Artemis 3 será lançada mais cedo, em 2027, com um objetivo modificado. Em vez de pousar na Lua, esta missão verificará as manobras de encontro e acoplamento com os futuros módulos de pouso lunares e módulos de propulsão em órbita terrestre. Ela também permitirá a experimentação de novos trajes espaciais. Será finalmente a Artemis 4 que realizará o primeiro pouso lunar humano do programa, potencialmente seguido por um segundo já no final de 2028 com a Artemis 5.

Esta abordagem escalonada lembra a metodologia empregada durante o programa Apollo. Na época, vários voos sucessivos permitiram verificar e validar as tecnologias indispensáveis antes da chegada à superfície lunar. A NASA julga hoje que seu planejamento inicial concentrava um número excessivo de estreias e riscos técnicos em uma única missão, a Artemis 3, para garantir uma segurança ideal às tripulações.

Entre os obstáculos técnicos identificados estava a dependência da nave Starship da SpaceX, que requer operações de reabastecimento em órbita nunca realizadas antes. A agência espacial também deseja reduzir o intervalo de vários anos que separava os voos Artemis. Para isso, planeja padronizar o foguete SLS, simplificando algumas evoluções técnicas planejadas para versões posteriores.


Novo roteiro do programa Artemis após a reestruturação.
Crédito: NASA

Uma ilustração oficial revela esta nova visão. Ela mostra as missões futuras usando um estágio superior mais padronizado, potencialmente o Centaur já testado em outros foguetes. A imagem também representa uma presença humana mais duradoura na Lua, com vários módulos de pouso, um rover e os elementos de uma futura base. De acordo com declarações relatadas pelo administrador da NASA, esta reorganização tem como objetivo estabelecer fundamentos mais sólidos para um retorno sustentável ao nosso satélite.

O desafio do reabastecimento em órbita


Para atingir a Lua com uma carga útil significativa, a nave Starship da SpaceX foi projetada com uma arquitetura particular. Ela deve ser reabastecida com combustível criogênico diretamente em órbita terrestre antes de partir para nosso satélite. Esta manobra ainda nunca foi realizada em tal escala.

O processo requer que uma primeira Starship, atuando como tanque voador, decole e se posicione em órbita. Uma segunda nave, a Starship destinada à missão lunar, junta-se a ela posteriormente. Uma transferência de propelentes líquidos extremamente frios, como metano e oxigênio líquidos, deve então ocorrer no espaço entre as duas espaçonaves.

Esta operação apresenta uma grande dificuldade técnica. Envolve manter os combustíveis e oxidantes em temperaturas muito baixas no vácuo espacial, projetar sistemas de bombeamento e transferência confiáveis em microgravidade e garantir a perfeita estanqueidade das conexões. Uma falha nesta fase crítica comprometeria toda a missão.

O domínio deste reabastecimento orbital constitui, portanto, uma barreira tecnológica importante que a SpaceX deve superar. Os sucessos dos próximos voos de teste da Starship serão determinantes para validar esta capacidade e permitir o cronograma revisado do programa Artemis.
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