💥 Quando uma supernova superpoderosa revela um magnetar
Publicado por Adrien, Fonte: CNRS INSU Outras LÃnguas: FR, EN, DE, ES
Uma equipe internacional analisou os dados do telescópio espacial Fermi da NASA e detectou raios gama provenientes de uma supernova rara e excepcionalmente luminosa. Segundo os cientistas, a luminosidade desta explosão teria sido amplificada pelo nascimento de uma estrela de nêutrons supermagnetizada, chamada magnetar, resultante do colapso da estrela que originou a supernova.
Os resultados desta pesquisa foram publicados em 20 de maio na revista Astronomy & Astrophysics.
Em 2024, um estudo liderado por Li Shang, da Universidade de Anhui em Hefei (China), revelou que o telescópio Fermi teria detectado raios gama emitidos por uma supernova superluminosa ocorrida anos antes. Apelidada de SN 2017egm, esta explosão superpoderosa ocorreu na galáxia NGC 3191, localizada a cerca de 440 milhões de anos-luz da Terra, na constelação da Ursa Maior. Apesar desta distância, continua sendo uma das mais próximas de seu tipo já observada.
Os cientistas procuraram raios gama emitidos pelas seis supernovas superluminosas mais próximas detectadas durante os 16 primeiros anos da missão Fermi. Apenas SN 2017egm apresenta vestÃgios de raios gama, confirmando assim que algumas supernovas podem ser tão luminosas em raios gama quanto em luz visÃvel. Isso abre um novo caminho para estudar estes fenômenos.
Cerca de três meses após o colapso, enquanto os detritos da supernova se expandem e esfriam, os raios gama começam a escapar. O modelo do magnetar reproduz melhor a luminosidade da supernova e o momento em que seus raios gama chegaram durante os primeiros meses, mas melhorias são necessárias para explicar as fases posteriores, quando a luz visÃvel desaparece de forma irregular.