A Força Espacial dos Estados Unidos está a reagir à s ameaças de drones, implementando um sistema de defesa em Cabo Canaveral. Este projeto, avaliado em vários milhões de dólares, deve proporcionar cobertura completa contra veÃculos aéreos não tripulados no espaço aéreo da Eastern Range.
Este novo sistema não se limita à deteção; também permite neutralizar os drones, se necessário. De acordo com informações relatadas pela
Breaking Defense, o coronel Brian L. Chatman esclareceu que esta abordagem irá substituir as atuais zonas de proteção fragmentadas por uma vigilância unificada.
A instalação de tal sistema não está isenta de dificuldades. Os métodos usados para interferir com os drones, como o bloqueio de rádio, poderiam perturbar as comunicações dos foguetões durante os lançamentos. Esta situação exige uma calibração precisa para evitar qualquer impacto nas missões espaciais.
Vários incidentes recentes demonstram a importância desta iniciativa. Em janeiro, um canadiano foi condenado por sobrevoar Cabo Canaveral com um drone. Anteriormente, um residente chinês foi detido após fotografar a base de Vandenberg.
Para resolver estes problemas, a Força Espacial está a colaborar com laboratórios de investigação para testar tecnologias experimentais. Estes testes terão de ser conduzidos com cuidado para não interferirem com as atividades de lançamento, enquanto melhoram a segurança.
Existem outros meios para combater os drones, como o uso de armas convencionais ou de drones armados. No entanto, num espaço aéreo congestionado, estas opções são limitadas e devem ser selecionadas com precaução para manter a segurança geral.
A implementação deste sistema anti-drone representa, portanto, uma operação delicada. As autoridades têm de encontrar um equilÃbrio adequado entre a proteção das instalações e o bom desenrolar dos lançamentos espaciais.
Tecnologias anti-drones: princÃpios e métodos
Os sistemas de contra-medidas anti-drones, ou C-UAS, baseiam-se em várias técnicas para neutralizar ameaças aéreas. Uma das abordagens comuns é o bloqueio de rádio, que interfere com os sinais de controlo ou navegação dos drones, forçando-os a aterrar ou a desviar-se da sua trajetória. Este método é frequentemente utilizado em ambientes onde uma intervenção fÃsica seria arriscada.
Outros métodos incluem o uso de armas cinéticas, como projéteis, que destroem diretamente o drone. Estes sistemas podem ser automatizados ou controlados remotamente, oferecendo uma resposta rápida a incursões. No entanto, exigem alta precisão para evitar danos colaterais em áreas povoadas.
Tecnologias emergentes, como drones interceptores, permitem envolver fisicamente os alvos, colidindo com eles ou usando redes. Estas soluções são particularmente adequadas para ambientes urbanos ou sensÃveis, onde o bloqueio poderia afetar outros dispositivos eletrónicos.
A escolha do método depende das condições operacionais e dos regulamentos em vigor. No caso das bases espaciais, onde as interferências eletromagnéticas devem ser evitadas, as opções não invasivas, como a vigilância reforçada, são frequentemente privilegiadas.