🌱 A vida terrestre pode naturalmente se adaptar a Marte? Resultados de uma experiência surpreendente

Publicado por Adrien,
Fonte: PNAS Nexus
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Como organismos vivos terrestres poderiam resistir aos ambientes hostis de outros planetas? Para responder a essa pergunta, uma equipe de pesquisa escolheu examinar a levedura, um microrganismo comum, em condições marcianas. Seus trabalhos destacam uma tática celular inesperada que poderia se revelar determinante para a persistência da vida.

A superfície marciana é exposta a ondas de choque e seu solo contém percloratos, sais quimicamente agressivos que podem danificar as estruturas moleculares dos seres vivos. Esse conjunto de fatores contribui para moldar um ambiente particularmente desafiador para qualquer organismo.


Para estudar os mecanismos em jogo, os cientistas empregaram a levedura Saccharomyces cerevisiae, conhecida como 'levedura de padeiro', frequentemente usada como organismo modelo em biologia. Eles reproduziram em laboratório restrições análogas às de Marte, aplicando ondas de choque e expondo as células a percloratos. Esse método permite a observação em tempo real das reações celulares.

Diante dessas agressões, a levedura monta estruturas chamadas condensados ribonucleoproteicos. Esses agregados de RNA e proteínas têm a função de preservar as moléculas de RNA e controlar seu uso. Sua aparição é rápida durante um perigo, e eles se dispersam assim que a situação normal retorna.


Formação de condensados ribonucleoproteicos em resposta a condições de estresse similares às de Marte.
Crédito: Dhage et al.

As experiências demonstraram que a levedura sobrevive tanto às ondas de choque quanto aos percloratos, mesmo que seu crescimento seja freado. Por outro lado, mutantes incapazes de produzir esses condensados apresentam uma resistência diminuída. Essa constatação indica que essas estruturas participam diretamente na capacidade de suportar condições extremas.

O exame dos genes ativados sob um estresse marciano revelou mudanças específicas na expressão do RNA. Os autores do estudo, publicado na PNAS Nexus, indicam que essas observações ajudam a entender melhor como a vida poderia se ajustar em outros planetas.
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