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☄️ Sensores sísmicos para rastrear a queda de detritos espaciais
Publicado por Adrien, Fonte:Science Outras Línguas: FR, EN, DE, ES
Todos os dias, cerca de três grandes fragmentos de satélites desativados e estágios de foguetes usados fazem seu retorno à atmosfera terrestre. No entanto, sua trajetória final e seu comportamento durante a descida permanecem muito difíceis de prever, o que gera riscos permanentes para a segurança aérea e para as populações.
Para responder a esse problema, uma abordagem original foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins e do Imperial College London. Ela se baseia no uso de sensores sísmicos para rastrear as ondas de choque produzidas por esses objetos: o estrondo supersônico durante a travessia da atmosfera e o impacto final no solo. Um método capaz de fornecer informações em tempo real sobre a localização dos fragmentos.
Detritos de uma Starship rasgam o céu
Esta nova técnica foi testada no módulo orbital da missão Shenzhou 17, que caiu em abril de 2024. A análise dos dados de 127 sensores sísmicos localizados na Califórnia permitiu reconstruir sua trajetória, que acabou se desviando cerca de 40 quilômetros das previsões iniciais.
De acordo com os cientistas, este método não permite determinar o ponto de impacto exato, mas reduz consideravelmente o tempo necessário para localizar os fragmentos no solo. Essa rapidez facilita a recuperação de detritos potencialmente tóxicos, limitando assim os perigos para o meio ambiente e a saúde pública.
A futura integração de sensores acústicos pode ampliar ainda mais as capacidades deste monitoramento. Esses dispositivos, capazes de detectar sons a grandes distâncias, permitiriam rastrear as reentradas mesmo sobre os oceanos, onde os dados de radar são escassos.
Um incidente ocorrido em novembro de 2022 ilustrou as limitações dos sistemas atuais. Naquela ocasião, porções do espaço aéreo na Espanha e na França tiveram que ser fechadas devido à passagem de um grande elemento de um foguete chinês, causando atrasos significativos em voos e custos substanciais. Este episódio evidenciou a necessidade de ferramentas de rastreamento mais eficazes.
Este avanço, cujos resultados são publicados na revista Science, permite compreender melhor a forma como os satélites se desintegram durante o seu retorno. Ajuda a avaliar melhor os riscos para bens e pessoas, abrindo caminho para uma gestão mais eficaz do espaço.
As ondas de choque e sua detecção pelos sensores sísmicos
As ondas de choque, ou sons supersônicos, são produzidos quando um objeto excede a velocidade do som no ar. Essas vibrações se propagam pela atmosfera e podem ser captadas por redes de sensores sísmicos espalhados pelo globo.
Estes sensores, inicialmente projetados para detectar terremotos, registram os movimentos do solo com grande precisão. Eles são sensíveis às variações causadas por eventos como explosões ou a passagem de objetos rápidos, transformando essas vibrações em sinais elétricos.
Quando um detrito espacial entra na atmosfera em alta velocidade, ele gera uma onda de choque que viaja centenas de quilômetros. Analisando o tempo de chegada desses sinais em diferentes sensores, os pesquisadores podem calcular a trajetória e a velocidade do objeto.
Esta técnica permite um monitoramento em tempo real sem depender apenas de radares, oferecendo uma cobertura mais ampla e dados acessíveis rapidamente para melhorar a segurança.