👽 Marte: uma bactéria e uma toxina que ajudam a construir habitações

Publicado por Adrien,
Fonte: PLOS One
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O estabelecimento em Marte apresenta uma dificuldade maior: a construção de habitats. De fato, transportar cimento da Terra seria muito caro e trabalhoso. Felizmente, cientistas podem ter encontrado uma solução surpreendente ao contar com os recursos já disponíveis no planeta vermelho.

Uma bactéria chamada Sporosarcina pasteurii, presente nos solos terrestres, poderia ser valiosa. Ela produz ureia que, ao reagir com cálcio, forma cristais de carbonato de cálcio. Misturados com goma guar, esses cristais ligam as partículas de regolito, a poeira de Marte, para criar um material semelhante a um tijolo.


Nessa perspectiva, o objetivo é usar os recursos locais, uma abordagem chamada utilização in situ. Isso reduziria consideravelmente a quantidade de materiais a transportar da Terra. Shubhanshu Shukla, um astronauta da ISRO, indica que esse método permitiria missões mais longas no Planeta Vermelho. O objetivo é tornar as colônias marcianas autônomas e econômicas.

Para testar essa pista, os pesquisadores empregam simulantes de regolito marciano. No entanto, esses simulantes frequentemente omitem o perclorato, um composto tóxico presente em Marte. Ao adicioná-lo com cautela, a equipe examinou seu impacto na bactéria. Os resultados revelam que o perclorato, embora nocivo, influencia positivamente a produção de materiais de construção.

Contra todas as expectativas, o perclorato, apesar do estresse que impõe às células bacterianas, fortalece o material produzido. Swati Dubey, microbiologista, observou que isso se deve à formação de uma matriz extracelular. Essa matriz cria micro-pontes entre as bactérias e os cristais, melhorando o processo de ligação das partículas, conhecido como bio-cimentação.

Essas micro-pontes poderiam ajudar as bactérias a reparar suas células danificadas e a unir melhor as partículas de regolito. A próxima etapa é testar esse processo em uma atmosfera rica em dióxido de carbono, similar à de Marte. Isso permitirá ver como a bactéria se adapta às condições reais do planeta.

Aloke Kumar do Indian Institute of Science menciona a importância de entender como os organismos terrestres reagem ao ambiente marciano. Essa pesquisa, publicada na PLOS One, abre caminhos promissores para a futura colonização espacial ao explorar os recursos disponíveis no local.
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