🪸 Cientistas descobrem como os corais se fixam firmemente aos recifes

Publicado por Adrien,
Fonte: Royal Society Open Science
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Como é que os corais conseguem fixar-se firmemente aos recifes? Uma equipa de investigadores trouxe um elemento de resposta sobre este processo biológico, abrindo caminho a métodos de restauração potencialmente mais eficazes para estes ecossistemas marinhos.

Estes trabalhos, publicados na Royal Society Open Science, detalham os mecanismos que permitem aos fragmentos de coral ancorarem-se às estruturas recifais. Este avanço poderia transformar os esforços de reabilitação dos recifes à escala mundial, permitindo direcionar as espécies mais aptas a esta reparação natural.


Corais num recife.
Imagem Wikimedia

Graças a técnicas de microscopia avançada, os cientistas observaram um processo em três etapas. Primeiramente, o coral reage ao contacto modificando os seus tecidos através de uma resposta imunitária. Posteriormente, ancora-se com este novo tecido mole. Por fim, constrói um esqueleto no recife usando um apêndice especializado, que se desenvolve enquanto neutraliza os patógenos.

A velocidade deste processo não é idêntica em todas as espécies. Por exemplo, Montipora mollis possui um apêndice mais elaborado, o que acelera a sua ancoragem e reforça a sua fixação. Inversamente, Pocillopora verrucosa tem um apêndice mais fino e mais lento, explicando uma fixação inicial menos firme. Estas particularidades influenciam diretamente o sucesso dos projetos de restauração.

Os filamentos mesentéricos, estruturas internas minúsculas, desempenham um papel maior neste processo. Eles auxiliam os corais na digestão dos seus próprios tecidos tornados inúteis, facilitando assim a preparação para a fixação. Esta função melhora também a capacidade dos corais suportarem danos ou stresse ambiental, otimizando a sua recuperação.


Corte transversal de um pólipo de coral.
Crédito: Brett Lewis

Estas descobertas permitem envisajar estratégias de restauração mais direcionadas. A compreensão das diferenças biológicas entre espécies torna possível a seleção dos corais mais adaptados a certos ambientes. Isso otimiza a sua sobrevivência e crescimento, tornando as intervenções mais eficazes para preservar os recifes.

No futuro, este conhecimento poderá orientar os projetos de proteção dos ecossistemas marinhos. Ao favorecer as espécies que se fixam rapidamente e firmemente, os esforços de restauração podem reforçar a estabilidade dos recifes, contribuindo para a sua manutenção face às ameaças atuais.
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