Pesquisadores acompanharam 1.338 idosos durante 19 anos usando monitores de atividade no pulso. Seus resultados: sonecas longas, frequentes ou matinais estão ligadas a um risco maior de morte. Cada hora adicional de soneca aumentava esse risco em 13%, e cada soneca extra em 7%.
Os números falam por si: cada hora extra de soneca por dia aumentava o risco em 13%, e mais uma soneca por dia aumentava em 7%. A constatação mais marcante diz respeito às sonecas matinais, associadas a um risco 30% maior do que as sonecas da tarde. Essas associações persistem após ajustes, mas os autores lembram que se trata de correlações.
Os pesquisadores explicam que esses hábitos de sono diurno provavelmente refletem problemas de saúde subjacentes, como doenças cardiovasculares, declÃnio cognitivo ou distúrbios do ritmo circadiano. A soneca excessiva pode ser um sinal de alerta em vez de uma causa de mortalidade. Assim, o monitoramento objetivo das sonecas por meio de relógios inteligentes poderia ajudar a detectar precocemente essas condições nos idosos. É o que indica Chenlu Gao, autor principal do estudo, que vê nesses resultados uma ferramenta promissora para a medicina preventiva.
As sonecas matinais são particularmente preocupantes: elas podem indicar um desregulamento do ritmo circadiano ou um sono noturno de má qualidade. Pessoas que acordam tarde ou que têm noites fragmentadas tendem a compensar pela manhã.