Os astrônomos descobriram que esses jatos são repelidos pelo forte vento estelar da estrela companheira e parecem dançar no espaço dependendo da posição orbital desta.
Esta descoberta permite agora calibrar a potência dos jatos de outros buracos negros, incluindo os supermassivos que residem no centro das galáxias. Como as leis da fÃsica são as mesmas em qualquer ponto do Universo, medir a energia dos jatos de Cygnus X-1 ajuda a entender como os buracos negros influenciam seu ambiente, mesmo em escalas muito maiores. Projetos futuros poderão detectar milhões de jatos graças a essa referência.
A equipe de pesquisa, liderada por Steve Prabu da Universidade de Oxford, observou que os jatos pareciam "dançar" nas imagens do SKA. Esse movimento vem do vento estelar que empurra os jatos, desviando-os ao longo da órbita. Esse fenômeno nunca havia sido observado com tanta precisão.
Este estudo, publicado na revista Nature Astronomy, abre caminho para futuras observações. Os pesquisadores estimam que milhões de galáxias abrigam buracos negros ativos, e os jatos desempenham um papel importante na evolução das galáxias.