Todos os sujeitos foram submetidos ao seguinte protocolo experimental: instalados em frente a um computador numa sala silenciosa, tinham de determinar se o intervalo entre dois estÃmulos auditivos, visuais ou táteis que lhes eram apresentados era curto ou longo. "Os dois estÃmulos que delimitavam o intervalo podiam ser da mesma natureza, por exemplo auditivos, ou podia tratar-se de uma combinação, por exemplo auditivo-tátil", especifica o doutorando em psicologia Pier-Alexandre Rioux.
"No geral, os nossos resultados sugerem que os músicos conseguem discriminar melhor a duração de um intervalo do que os não músicos, independentemente da natureza dos estÃmulos e da duração do intervalo", resume Pier-Alexandre Rioux. "Estes resultados sugerem que a prática musical actua sobre um mecanismo interno geral de percepção do tempo. No entanto, não se pode excluir a possibilidade de que seja uma aptidão natural para o ritmo e a percepção do tempo que leve as pessoas a praticar música."