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📱 Telas e adolescentes: redes sociais, videogames... o que é mais prejudicial para a saúde mental?
Publicado por Adrien, Fonte: Universidade Laval Outras Línguas: FR, EN, DE, ES
As telas fazem agora parte integrante do nosso cotidiano e o seu uso levanta cada vez mais questões sobre os seus efeitos na saúde mental dos jovens. Um estudo realizado na Universidade Laval revela que nem todos os usos da tela estão associados da mesma forma ao bem-estar de adolescentes do sexo feminino e masculino.
A equipa de investigação focou-se em cinco tipos de telas recreativas: as redes sociais, os videogames, a televisão e as plataformas de streaming, a troca de mensagens e a navegação na Internet. "Poucos estudos desconstruíram os diferentes tipos de tela, quando eles podem gerar diferentes processos cognitivos ou diferentes reações", relata Anne-Marie Turcotte-Tremblay, professora da Faculdade de Ciências da Enfermagem e investigadora no Centro de Pesquisa em Saúde Sustentável VITAM, responsável pelo estudo.
Ao contrário de muitas pesquisas focadas em sintomas negativos, como ansiedade ou depressão, este estudo interessava-se por um indicador de saúde mental positiva: o florescimento. "Trata-se de um estado de bem-estar mental que se caracteriza por emoções positivas, um sentido de propósito, um crescimento pessoal e boas relações sociais", especifica a investigadora.
Os dados provêm do projeto COMPASS, um estudo longitudinal pan-canadiano que realiza inquéritos anuais em escolas secundárias participantes. Em 2024, 58.472 jovens do Quebec preencheram um questionário que permitiu estimar o seu tempo médio diário passado em diferentes tipos de telas, assim como o seu nível de florescimento.
Limites de uso com efeitos variáveis
Os resultados mostram que o efeito neste estado mental varia de acordo com o tipo de tela utilizado. Para os videogames e a navegação na Internet, uma diminuição da pontuação de florescimento é observada logo nos primeiros 15 minutos de uso, em comparação com os jovens que não usam essas telas.
Pelo contrário, as redes sociais, a televisão e as plataformas de streaming, assim como a troca de mensagens, estão associadas a um ligeiro aumento da pontuação de florescimento quando a duração de uso se situa entre 30 e 60 minutos por dia. Este efeito estabiliza, no entanto, rapidamente e degrada-se gradualmente para além de duas horas por dia.
A professora alerta para uma interpretação demasiado otimista dos resultados: "Os benefícios observados são mínimos. Isso não quer dizer que não haja efeitos negativos noutras dimensões, como o sedentarismo, a ansiedade ou a depressão." Ela acrescenta que a maioria dos jovens ultrapassa largamente os tempos de utilização para os quais se observa uma ligeira melhoria.
Uma das hipóteses avançadas para explicar as diferenças entre os tipos de tela diz respeito à dimensão social. As redes sociais e a troca de mensagens são frequentemente utilizadas para manter contacto com amigos, o que pode ser o reflexo de relações positivas e gratificantes. "Continua, no entanto, essencial privilegiar as interações cara a cara. É crucial para o desenvolvimento das habilidades sociais", recorda a professora.
Efeitos no dia a dia
Para além do florescimento, a utilização excessiva das telas também pode invadir atividades consideradas essenciais para o desenvolvimento das adolescentes e adolescentes, como a leitura, o desporto ou o sono. "O tempo passado em frente às telas rouba o tempo disponível para essas atividades, o que pode ter repercussões na saúde mental e física", especifica Anne-Marie Turcotte-Tremblay.
Segundo a investigadora, os resultados do estudo recordam a importância de implementar estratégias para limitar o tempo de tela para além dos limites associados a um maior bem-estar. Ela sugere nomeadamente fixar limites de tempo, com aplicações por exemplo, evitar as telas no quarto de dormir, privilegiar atividades sem tela ou tipos de telas menos nocivos.
"É preciso manter-se vigilante em relação aos diferentes tipos de telas e aos seus impactos na nossa saúde mental, não só para a ansiedade e a depressão, mas também para o florescimento", conclui.
Os signatários do estudo, publicado na revista Public Health, afiliados à Universidade Laval são Benjamin Tézier, Slim Haddad, Richard E. Bélanger, Claude Bacque Dion e Anne-Marie Turcotte-Tremblay.