Graças a cientistas da Universidade de Uppsala, o DNA de dez indivÃduos de quatro túmulos coletivos foi analisado. Seu trabalho, publicado na Proc Biol Sci, mostra que as pessoas sepultadas juntas eram frequentemente parentes distantes, como primos ou tios.
Para estabelecer esses parentescos, os pesquisadores compararam a proporção de DNA compartilhada. Os parentes de primeiro grau, como pais e filhos, possuem cerca de 50% de DNA em comum, enquanto os primos compartilham cerca de 12,5%.
Essa descoberta fornece assim um novo ângulo sobre a organização social dos caçadores-coletores. Ela indica que as comunidades atribuÃam importância à s redes de parentesco estendidas, o que poderia solidificar a coesão e as chances de sobrevivência do grupo.
Na sequência, este projeto piloto prevê examinar mais de 70 indivÃduos adicionais provenientes de Ajvide. O objetivo consiste em refinar a compreensão das histórias de vida e das tradições funerárias dessas populações antigas.
A vida social dos caçadores-coletores neolÃticos
Os caçadores-coletores do NeolÃtico evoluÃam em pequenos grupos móveis, dependentes de recursos naturais como a caça e a pesca. Sua perenidade repousava sobre a cooperação, o compartilhamento de saberes e uma organização flexÃvel conforme as estações. Essas comunidades mantinham regularmente laços com outros grupos para trocar bens ou parceiros.
Os rituais funerários, à imagem daqueles observados em Ajvide, materializam esses valores sociais. Enterrar parentes distantes juntos podia representar a unidade do clã e o respeito dedicado aos ancestrais. Esses gestos reforçavam a identidade coletiva e as memórias comuns no seio da comunidade.