Para explicar seu brilho particularmente intenso, os pesquisadores apresentaram duas ideias principais: galáxias excepcionalmente ricas em estrelas ou buracos negros supermassivos. No entanto, esses dois cenários pareciam improváveis porque implicariam a presença de objetos muito massivos para se formarem tão cedo na história cósmica.
Para decidir, uma equipe analisou doze desses objetos, sendo que o mais jovem existia cerca de 840 milhões de anos após o Big Bang. Seu trabalho, publicado na Nature, traz novos elementos para esclarecer essa questão.
Os resultados mostram que essas fontes luminosas equivalem a mais de 250 bilhões de sóis, mas medem menos de um terço de ano-luz de diâmetro. Tal compacidade torna impossÃvel a hipótese de uma concentração de estrelas.
A medição da velocidade do gás, estimada em cerca de 1,08 milhão de quilômetros por hora, permite aos cientistas deduzir que os objetos são provavelmente buracos negros de massa entre 100.000 e 10 milhões de vezes a do Sol. Esses valores correspondem ao que se espera de buracos negros jovens.
Este avanço abre caminho para uma melhor compreensão do nascimento dos buracos negros supermassivos, seja por crescimento gradual ou formação direta.
No caso dos pequenos pontos vermelhos, as nuvens de gás ionizado atuam como casulos que aprisionam a luz emitida perto dos buracos negros. Este processo explica por que os sinais habituais, como os raios X, não são detectados, tornando esses objetos difÃceis de identificar.
O estudo dessas nuvens ajuda os astrônomos a interpretar as observações e a compreender melhor os ambientes extremos do Universo. Elas desempenham um papel importante em muitos fenômenos cósmicos.