🏃‍♂️ Uma ligação surpreendente entre esporte e mente

Publicado por Adrien,
Fonte: Cell
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A barreira hematoencefálica é um sistema de defesa que isola o cérebro das substâncias nocivas presentes no sangue. Com o tempo, essa proteção perde eficácia, permitindo a passagem de moléculas indesejadas. Esses intrusos desencadeiam uma inflamação, associada a uma queda nas capacidades mentais e a doenças como Alzheimer.

Essa fragilização progressiva é um fenômeno natural, mas pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco identificaram uma maneira de combatê-la.


Essa equipe observou como o exercício regular influencia a saúde cerebral. Eles constataram que em camundongos ativos, o fígado produz mais de uma enzima chamada GPLD1. Essa molécula circula no sangue e atua nos vasos ao redor do cérebro, sem penetrar diretamente nele. Sua ação parece importante para fortalecer as defesas naturais do cérebro contra o envelhecimento.

Os trabalhos destacaram uma proteína chamada TNAP, que se acumula na barreira hematoencefálica com a idade. Essa acumulação enfraquece a barreira e a torna mais permeável. A enzima GPLD1, liberada durante o exercício, tem como alvo e elimina a TNAP das células vasculares. Ao remover essa proteína, a GPLD1 ajuda a restaurar a integridade da barreira e a reduzir vazamentos, limitando assim a inflamação cerebral.

Experiências confirmaram esse mecanismo. Camundongos jovens modificados para produzir muita TNAP desenvolveram problemas de memória semelhantes aos dos animais idosos. Por outro lado, diminuir os níveis de TNAP em camundongos equivalentes a humanos de 70 anos melhorou a barreira, atenuou a inflamação e aumentou o desempenho cognitivo. Essas observações indicam que a intervenção permanece benéfica mesmo tardiamente na vida.

Essas descobertas abrem caminhos para novas abordagens terapêuticas. Desenvolver medicamentos capazes de ter como alvo proteínas como a TNAP poderia ajudar a restaurar a barreira hematoencefálica após seu enfraquecimento relacionado à idade.

O estudo, publicado na Cell, mostra como sinais corporais influenciam a saúde cerebral. Ele confirma que manter uma atividade física pode ter vantagens amplas, não apenas para o corpo, mas também para a mente, preservando nossas capacidades mentais ao longo dos anos.
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