Estas ondas gigantes nascem de movimentos brutais do fundo do mar, como sismos ou grandes deslizamentos de terra. Ao contrário das ondas clássicas, elas transportam uma energia colossal e permanecem discretas em alto mar. Ao chegarem a águas pouco profundas, comprimem-se e ganham altura, provocando inundações súbitas e correntes extremamente poderosas.
Em junho de 2022, a UNESCO lançou um aviso, estimando em 100% a probabilidade de um tsunami de pelo menos um metro nos próximos trinta anos. A bacia mediterrânica regista aliás o segundo maior número de tsunamis históricos, logo a seguir ao oceano PacÃfico, como notam os dados compilados em revistas como a Geocarrefour.
Os prazos para reagir são por vezes mÃnimos. Para tsunamis de origem local, como os provocados por deslizamentos no mar da Ligúria, as primeiras ondas podem rebentar em menos de dez minutos. Mesmo um episódio mais distante, como o sismo de Boumerdès em 2003, atingiu as costas francesas em menos de 90 minutos.
A metrópole Nice - Côte d'Azur apresenta uma vulnerabilidade acrescida devido à sua urbanização densa e atração turÃstica. Simulações indicam que dezenas de milhares de pessoas poderiam encontrar-se nas zonas a evacuar na alta temporada.
Para antecipar este perigo, foram desenvolvidos planos de evacuação detalhados, com percursos otimizados e refúgios claramente identificados. Nice está aliás envolvida no programa Tsunami Ready da UNESCO, que visa certificar os territórios mais bem preparados. ExercÃcios regulares e mapas interativos participam no desenvolvimento desta consciência do risco dentro da população.