🔥 Aceleração sem precedentes do aquecimento climático

Publicado por Adrien,
Fonte: Geophysical Research Letters
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O mercúrio sobe globalmente a um ritmo sem precedentes. Uma análise publicada recentemente confirma uma nítida aceleração no aumento das temperaturas.

Os trabalhos do Instituto de Pesquisa de Potsdam sobre os efeitos do clima indicam um aumento marcante no ritmo do aquecimento desde 2015. Após examinar os registros de temperatura provenientes de vários organismos de referência, os cientistas observaram que o ritmo atual é próximo ao dobro do das décadas anteriores. Esta evolução aparece claramente uma vez que as variações naturais e temporárias são consideradas.


Para isolar a tendência de longo prazo, a equipa ajustou os arquivos térmicos removendo os efeitos de episódios naturais como o El Niño ou as erupções vulcânicas. Estes eventos podem ocultar brevemente a trajetória geral ao provocar desvios de curto prazo. A abordagem adotada permite assim atenuar estas flutuações parasitas e revelar com mais nitidez o sinal do aquecimento relacionado com as atividades humanas.

As conclusões apontam para uma aceleração estatisticamente robusta, perceptível por volta de 2014 e corroborada por várias séries de medidas independentes. Os anos de 2023 e 2024, uma vez corrigidos, permanecem os mais quentes já documentados desde o início dos registos modernos.

Se o ritmo registado na última década persistir, o limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris poderá ser ultrapassado antes de 2030. Os investigadores, cujo estudo é publicado na Geophysical Research Letters.

O efeito estufa e o seu mecanismo


O efeito estufa é um processo natural que permite à Terra reter uma parte do calor solar, tornando a vida possível. Sem ele, o nosso planeta seria muito mais frio. No entanto, as atividades humanas, como a utilização de carvão, petróleo ou gás, aumentam a concentração de certos gases de efeito estufa na atmosfera.

Estes gases, particularmente o dióxido de carbono e o metano, capturam mais a radiação infravermelha emitida pela superfície do globo. Esta retenção adicional de calor induz uma elevação gradual das temperaturas médias à escala planetária. É este reforço do efeito estufa que está na origem do aquecimento climático documentado desde a era industrial.

Os oceanos e as florestas têm um papel importante ao absorverem uma porção deste dióxido de carbono excedente, mas as suas capacidades não são ilimitadas. Quando estes reservatórios de carbono atingem a saturação ou são degradados, por exemplo pelo desmatamento, a acumulação de gás na atmosfera ganha rapidez. Este fenômeno participa na intensificação do aquecimento e dos seus impactos nos ecossistemas.

A compreensão deste mecanismo ajuda a entender por que a redução das emissões é fundamental para estabilizar o clima. Uma orientação para as energias renováveis e a proteção dos meios naturais constituem alavancas importantes para atenuar este processo.
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