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🌿 As plantas gritam quando sentem dor, e acabamos de ouvi-las
Publicado por Adrien, Fonte:Cell Outras Línguas: FR, EN, DE, ES
Quando você atravessa um campo silencioso, não suspeita que as plantas ao seu redor emitem cliques ultrassônicos. No entanto, trabalhos recentes mostram que plantas estressadas produzem sons em frequências inaudíveis para nós. Esses ruídos, comparáveis a bolhas estourando, podem ser um meio de comunicação.
Uma equipe de biólogos da Universidade de Tel-Aviv registrou plantas de tomate e tabaco em diferentes condições. Os sons, descritos na revista Cell, atingem cerca de 60 decibéis, o volume de uma conversa normal.
Imagem de ilustração Unsplash
Para captar esses ultrassons, os pesquisadores colocaram microfones em uma câmara à prova de som e depois em uma estufa com ruído ambiente. As plantas foram submetidas a dois tipos de estresse: privação de água e corte dos caules. Um algoritmo de aprendizado de máquina analisou as gravações.
Surpreendentemente, ele conseguiu distinguir plantas saudáveis de estressadas, e até identificar a causa do estresse. Os resultados mostram que plantas desidratadas emitem cerca de 30 a 50 sons por hora, contra um silêncio quase total nas plantas saudáveis.
Os pesquisadores atribuem esses cliques à cavitação, um processo onde bolhas de ar se formam e estouram nos vasos condutores da planta. Esse fenômeno ocorre quando a planta falta água ou sofre uma lesão. Os sons começam antes mesmo do aparecimento de sinais visíveis de estresse, como murchamento. Além disso, cada tipo de estresse produz um padrão sonoro distinto. Os pesquisadores conseguiram até diferenciar os sons emitidos pelos tomates dos do tabaco.
Outros organismos poderiam ouvi-los e reagir? As mariposas, por exemplo, usam ultrassons para comunicação. É possível que captem os sinais de socorro das plantas para escolher onde depositar seus ovos. Da mesma forma, plantas vizinhas poderiam perceber essas vibrações e ajustar sua defesa.
Crédito: Ohad Lewin-Epstein
No campo agrícola, essa descoberta abre perspectivas promissoras. Microfones instalados nos campos poderiam detectar precocemente o estresse hídrico das culturas. Os agricultores poderiam assim irrigar de forma direcionada, economizando água e melhorando os rendimentos.
Esse método não invasivo e de baixo custo poderia complementar os sensores de solo. Além disso, ao identificar doenças antes que sejam visíveis, permitiria intervenções mais rápidas e eficazes.
Os pesquisadores agora planejam estudar quem ouve esses ultrassons na natureza. Eles testam as reações de animais e outras plantas em ambientes diversos. Compreender essa rede acústica pode revelar interações ecológicas desconhecidas.