☄️ O cometa MAPS se volatiliza diante dos olhos dos astrônomos

Publicado por Adrien,
Fonte: SOHO/NASA
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Os astrônomos aguardavam ansiosamente a chegada do cometa MAPS, esperando um espetáculo inesquecível no céu desta primavera. No entanto, este último se volatilizou, deixando para trás apenas uma nuvem de poeira.

Sua descoberta em janeiro passado havia gerado muita expectativa devido à sua detecção precoce. Geralmente, objetos desse tipo só são avistados alguns dias antes de sua aproximação do Sol. Esse avistamento antecipado é possível graças aos instrumentos modernos, que agora podem captar sinais muito fracos a grandes distâncias. Contudo, as observações mais recentes haviam mostrado que o cometa MAPS era muito menor do que o esperado, com um núcleo de apenas cerca de 400 metros de diâmetro.


Os cometas mais imponentes sobrevivem: aqui o núcleo do Cometa Halley como observado pela sonda Giotto

Durante sua aproximação do Sol, os cientistas acompanharam sua trajetória com ferramentas como o observatório SOHO. O objeto se movia a uma velocidade impressionante, ultrapassando 500 quilômetros por segundo. Pouco antes de sua passagem mais próxima do Sol, foi observado um súbito aumento de brilho, sinalizando provavelmente o início de sua desintegração. Posteriormente, as imagens mostraram um rastro alongado sem um núcleo distinto, o que confirmou a fragmentação.

Após sua passagem por trás do disco ocultador do coronógrafo, apenas uma massa difusa de materiais reapareceu. O núcleo havia explodido completamente sob o efeito combinado do calor intenso e das forças gravitacionais do Sol. Esta rápida desintegração impediu a formação de uma cauda visível, privando assim os astrônomos amadores do espetáculo esperado no céu noturno.


O cometa MAPS a caminho do Sol.
Crédito: NOAA

Este fenômeno é explicado pela natureza desses cometas, do "Grupo de Kreutz". Originários da fragmentação de um corpo maior há vários séculos, eles orbitam muito perto do Sol. Sua sobrevivência depende amplamente do tamanho de seu núcleo, sendo os menores frequentemente destruídos. Exemplos históricos, como o grande cometa de 1882, conseguiram resistir graças a um tamanho maior.

Para o cometa MAPS, o choque térmico foi fatal. Depois de viajar no frio profundo do espaço, seu núcleo se aqueceu brutalmente, criando tensões internas. Essa diferença de temperatura, somada às forças de maré, provocou sua ruptura.


Os restos do cometa após sua passagem muito próxima do Sol.
Crédito: LASCO C3/ESA/NASA


Os cometas Kreutz: visitantes extremos do Sol


Esses cometas pertencem a uma família particular nomeada em homenagem ao astrônomo Heinrich Kreutz. Eles compartilham órbitas similares que os trazem muito perto do Sol, às vezes a menos de 100.000 quilômetros de sua superfície. A hipótese principal indica que eles provêm todos da fragmentação de um grande cometa há cerca de um milênio, dando origem a muitos fragmentos de tamanhos diferentes.

Ao longo do tempo, esses fragmentos continuam a se quebrar durante suas passagens solares. Apenas os maiores, com diâmetro de vários quilômetros, conseguem sobreviver e oferecer espetáculos notáveis. Os exemplos incluem os grandes cometas do século XIX, que marcaram os observadores por seu brilho excepcional.

A detecção precoce do cometa MAPS foi incomum, pois a maioria desses objetos permanece invisível até sua aproximação do Sol. Os instrumentos modernos, como telescópios equipados com câmeras CCD, agora permitem detectá-los mais cedo. Isso ajuda os cientistas a compreender melhor seu comportamento e evolução.

Esses cometas representam um importante tema de estudo para a astronomia, pois evidenciam as condições extremas nas proximidades do Sol. Seus destinos, entre sobrevivência e destruição, oferecem pistas sobre a composição e a resistência dos núcleos cometários em nosso Sistema Solar.
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