🎶 Nós compartilharíamos preferências acústicas com certos animais

Publicado por Adrien,
Fonte: Universidade McGill
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Um estudo conduzido por uma equipe da Universidade McGill revelou que humanos e algumas espécies animais compartilham preferências acústicas, pelo menos no que diz respeito a sons de animais. Os resultados fornecem evidências experimentais indicando que os julgamentos estéticos relacionados aos sons podem ser influenciados por mecanismos sensoriais comuns.

"Charles Darwin pensava que pássaros e humanos compartilhavam o mesmo 'gosto pelo belo' no que diz respeito à cor. No entanto, até hoje, nenhum estudo comparou de forma abrangente as preferências estéticas de humanos com as de animais", explica Logan James, autor principal do estudo e bolsista de pós-doutorado em biologia na Universidade McGill. "Ampliamos essa noção para os sons."


Imagem de ilustração Pixabay

"Nossas descobertas indicam que humanos e alguns animais teriam em comum mecanismos perceptivos e cognitivos necessários para processar sons. Esta pesquisa também pode ajudar a entender por que os seres humanos gostam tanto de música. Se nosso senso de beleza tem suas raízes em uma biologia comum antiga, as características que tornam uma música comovente para nós podem estar ligadas àquelas que tornavam os chamados de animais atraentes muito antes de surgirmos."

Este estudo foi conduzido em colaboração com pesquisadoras e pesquisadores da Universidade do Texas em Austin, da Universidade Yale, da Universidade de Auckland e do Smithsonian Tropical Research Institute.

Jogos online a favor da ciência


A equipe de pesquisa usou 110 pares de chamadas de animais cujo apelo para membros da mesma espécie já havia sido medido em estudos anteriores, e então tocou as gravações para participantes humanos, pedindo-lhes que indicassem qual par eles preferiam. As preferências dos animais e dos humanos se sobrepuseram principalmente para sons com ornamentos acústicos, ou seja, elementos adicionais que os animais às vezes incorporam, como cacarejos, cliques e trinados.

Quanto mais um som era apreciado pelos animais, mais provável era de ser selecionado pelos humanos.

"Muito do que encontramos de beleza na natureza - o perfume das flores, as cores das borboletas e o canto dos pássaros - não evoluiu para nós, e ainda assim encontramos esses sinais cativantes", indica Sarah Woolley, coautora do estudo e professora associada de biologia na Universidade McGill.

Mais de 4.000 participantes tomaram parte neste estudo, que foi conduzido na forma de um jogo online.

Samuel Mehr, autor sênior do estudo, esclarece que este formato permitiu à equipe coletar dados de uma ampla gama de participantes e verificar se fatores demográficos permitiam prever as preferências. Eles descobriram que formação musical ou experiência na identificação de chamadas de animais não tinham muita influência, mas que pessoas que gostam de música eram mais propensas a ter as mesmas preferências que os animais. Samuel Mehr é afiliado a Yale e à Universidade de Auckland.

Os pesquisadores continuam sua coleta de dados por meio do jogo online. Eles buscarão saber se os sons têm o mesmo apelo quando manipulados, por exemplo, pela adição de cliques ou trinados. Eles também planejam avaliar se os resultados se reproduzem em outras espécies.
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