🥑 Três dietas, a mesma perda de peso, mas a cetogênica se destaca em um ponto

Pesquisadores compararam três dietas em 55 adultos com obesidade. Todos também tinham pré-diabetes e acúmulo excessivo de gordura no fígado. Durante cerca de cinco meses, cada participante recebeu todas as suas refeições, o que permitiu controlar com precisão sua alimentação.

Um grupo seguia uma dieta cetogênica, muito pobre em carboidratos e rica em gorduras. Outro se alimentava de acordo com uma dieta mediterrânea. O terceiro seguia uma alimentação predominantemente vegetal, rica em carboidratos e muito pobre em gorduras. Nos três grupos, a perda de peso atingiu cerca de 10% do peso inicial.

Salmão, carne, ovos, legumes e abacate.

Salmão, carne, ovos, legumes e abacate.
Foto: Ron Lach / Pexels

Essa perda de peso já produziu um importante efeito comum. Os músculos respondiam cerca de 50% melhor à insulina, o hormônio que, entre outras funções, ajuda a glicose a entrar nas células. Nesse aspecto, a composição das refeições não fez diferença significativa.

O fígado reagiu de outra forma. Entre os participantes que seguiam a dieta cetogênica, sua sensibilidade à insulina melhorou duas a três vezes mais. A quantidade de gordura armazenada nesse órgão diminuiu 67%, contra cerca de 45% com cada uma das outras duas dietas.

Para entender a importância dessa diferença, o fígado desempenha um papel importante na regulação do açúcar no sangue. Quando responde mal à insulina, pode continuar liberando glicose em excesso no sangue. O acúmulo de gordura nesse órgão acompanha frequentemente esse desequilíbrio em pessoas com obesidade.

As medições realizadas ao longo de 24 horas apontam na mesma direção. A glicemia média caiu 20% com a dieta cetogênica, contra cerca de 8% com as duas outras. As concentrações de insulina também diminuíram mais. Após a intervenção, metade dos participantes desse grupo já não atendia aos critérios de pré-diabetes, contra 29% com a dieta mediterrânea e 7% com a dieta vegetal pobre em gorduras.

Poderia parecer que uma alimentação rica em gorduras necessariamente aumenta as gorduras circulantes no sangue. No entanto, os pesquisadores não constataram diferença entre os grupos quanto ao colesterol LDL, à apolipoproteína B ou aos triglicerídeos medidos ao longo de 24 horas. Esses resultados, contudo, dizem respeito a um pequeno estudo muito controlado e a uma população específica.

Ainda é preciso entender por que a forte redução dos carboidratos produz esses efeitos adicionais no fígado. Os pesquisadores agora querem estudar os mecanismos responsáveis pelos benefícios metabólicos da perda de peso, especialmente quando ela é obtida com medicamentos que atuam sobre o GLP-1.