Os resultados obtidos são marcantes. Em pessoas que dormem menos de oito horas por noite, horários de dormir muito irregulares dobram a probabilidade de sofrer um evento cardiovascular maior, como um infarto do miocárdio ou um acidente vascular cerebral. Por outro lado, um horário de despertar irregular não apresentaria a mesma influência na saúde cardÃaca.
Quando dormimos em horários muito variáveis, enviamos sinais contraditórios a este relógio interno. Ele pode então se desregular, um fenômeno às vezes chamado de "dessincronização". Esta desregulação pode perturbar a produção de cortisol, o hormônio do estresse, ou de melatonina, o hormônio do sono, o que tem repercussões em todo o organismo.
Trabalhos sobre o trabalho noturno já demonstraram que a mudança dos horários de sono aumenta os riscos de certos problemas de saúde. A pesquisa finlandesa estende esta observação à vida quotidiana, mesmo sem trabalho noturno. Ela indica que a simples irregularidade da hora de dormir durante a semana ou no fim de semana pode ser suficiente para criar um desequilÃbrio.
Compreender este vÃnculo abre caminho para soluções simples. Dormir aproximadamente na mesma hora todas as noites, inclusive no fim de semana, ajuda a manter o relógio interno bem regulado. Isto pode contribuir para uma melhor regulação da pressão arterial e do metabolismo, dois elementos importantes para a saúde cardÃaca.