Nos anos 2000, os teĂłricos das cordas perceberam que as equações da teoria nĂŁo descrevem um Ăşnico universo, mas um nĂşmero vertiginoso de 10500 soluções possĂveis. Cada uma destas soluções corresponde a um universo com as suas prĂłprias partĂculas e forças, criando o que se chama a 'paisagem' da teoria das cordas.
Em 2005, descobriu-se que esta paisagem está rodeada por um 'pântano' de soluções que, embora pareçam viáveis, sĂŁo na realidade incompatĂveis com qualquer teoria funcional de gravidade quântica. Para distinguir a paisagem do pântano, foram propostas 'restrições de pântano'.
Guendelman publicou um artigo no The European Physical Journal C mostrando que um certo subconjunto exótico de teorias das cordas pode descrever melhor o nosso universo real. Nestes modelos, a tensão das cordas e a escala de Planck tornam-se dinâmicas, enfraquecendo as restrições do pântano.
Esta teoria visa unificar as quatro forças fundamentais da natureza: a gravidade, o eletromagnetismo, a força nuclear forte e a força nuclear fraca. Promete uma descrição coerente do Universo tanto à escala quântica como cosmológica.
No âmbito da teoria convencional das cordas, a energia escura representa um problema porque parece incompatĂvel com as 'restrições de pântano'. Estas restrições limitam os tipos de universos que a teoria pode descrever de forma coerente com a gravidade quântica.
Os trabalhos de Guendelman sugerem que modelos com uma tensão dinâmica das cordas podem contornar este problema. Ao tornar a escala de Planck dinâmica, estes modelos enfraquecem as restrições e abrem caminho para uma descrição coerente da energia escura.