No Reino Unido, os fósseis de Praearcturus gigas foram atribuÃdos erroneamente a um crustáceo gigante. Graças a novas análises, os cientistas finalmente provaram que se tratava de um escorpião. Suas pinças mediam 16 centÃmetros, e seu corpo ultrapassava um metro, o que o torna o maior escorpião já conhecido.
Esse gigante vivia no inÃcio do Devoniano, quando a vida na terra ainda estava em seus primórdios. Ele dominava as planÃcies alagáveis, caçando tanto em terra quanto na água. Segundo Richie Howard, autor principal do estudo, seu tamanho excepcional se explica pela ausência de grandes predadores concorrentes.
A identificação foi possÃvel graças a um fóssil melhor preservado chamado Eramoscorpius, encontrado no Canadá. Como ele, Praearcturus possui um esterno alongado com um sulco, caracterÃstico dos escorpiões. Esse detalhe anatômico eliminou todas as dúvidas.
No Devoniano, a vida deixava lentamente os oceanos. Os primeiros artrópodes terrestres eram de pequeno porte, mas alguns, como Praearcturus, atingiram dimensões gigantescas. Esse fenômeno se explica pela ausência de predadores vertebrados em terra firme.
No entanto, esses animais precisavam retornar à água para se alimentar ou se reproduzir. Os fósseis mostram que Praearcturus possuÃa expansões laterais chamadas epÃmeros, semelhantes à s dos caranguejos, úteis para nadar. Portanto, ele levava uma vida anfÃbia.