⚡ Este material torna-se um melhor condutor quando miniaturizado

Os fios de cobre dos chips eletrônicos conduzem menos eletricidade quando se tornam muito finos. Pesquisadores da Cornell propõem uma abordagem diferente.

Seus nanofios de arsenieto de nióbio tornam-se, ao contrário, mais condutores em escala nanométrica, o que pode interessar às próximas gerações de componentes.

Uma imagem de microscópio eletrônico de varredura mostra nanofios de arsenieto de nióbio ainda presos a um material bruto a granel.

Uma imagem de microscópio eletrônico de varredura mostra nanofios de arsenieto de nióbio ainda presos a um material bruto a granel.

O arsenieto de nióbio, ou NbAs, pertence à família dos semimetais de Weyl. Esses materiais possuem elétrons que circulam em sua superfície. Esses elétrons se movem rapidamente e sofrem menos perturbações do que aqueles presentes no volume do material.

Essa particularidade torna-se importante quando o diâmetro de um fio diminui. Em um fio de cobre, os elétrons encontram mais as superfícies internas. Essas interações aumentam a resistência elétrica e limitam a miniaturização das conexões entre os transistores.

Os pesquisadores fabricaram nanofios monocristalinos por meio de um processo chamado nanomoldagem termomecânica. O material é pressionado a alta temperatura em um molde poroso. Após a remoção do molde, o fio obtido é depositado sobre uma pastilha de silício.

Esse método permite controlar o diâmetro dos fios até cerca de 10 nanômetros. Os cientistas puderam assim comparar precisamente seu comportamento à medida que seu tamanho diminuía. O resultado confirma uma propriedade incomum, ausente nos condutores metálicos clássicos.

Nessa escala, os nanofios de arsenieto de nióbio conduzem melhor que o cobre. Seu comportamento também permanece robusto à temperatura ambiente.

O resultado não significa, no entanto, que o arsenieto de nióbio substituirá em breve o cobre em todos os chips. O arsênio do qual deriva o arsenieto de nióbio é tóxico, o que complica fortemente a fabricação e a gestão dos componentes. A compatibilidade com os processos industriais também deverá ser estudada.

O interesse principal está, portanto, na demonstração de um princípio. Outros materiais também deverão ser examinados para buscar, se existirem, candidatos mais seguros e compatíveis com a indústria.