🛰️ Google explora os datacenters espaciais com o Project Suncatcher

Publicado por Adrien,

Outras Línguas: FR, EN, DE, ES
O objetivo é tirar proveito das condições extraterrestres para responder a restrições terrestres, como o consumo energético ou o resfriamento dos servidores.

Entre os projetos em curso, a Google revelou o Project Suncatcher, uma iniciativa ambiciosa que visa construir infraestruturas de dados em órbita. A empresa planeja enviar satélites equipados com chips TPU, especialmente concebidos para a inteligência artificial, e alimentados por energia solar. Estes satélites comunicariam entre si através de lasers, formando assim uma rede espacial de processamento de informação.


A Starcloud é uma das empresas que consideram criar centros de dados no espaço.
Crédito: Starcloud

Uma das maiores vantagens desta abordagem reside no acesso a uma fonte de energia quase inesgotável: o Sol. Em órbita, os painéis solares podem captar a luz sem serem perturbados pelas nuvens ou pela atmosfera, o que permite uma produção elétrica contínua e eficiente. Esta configuração poderia reduzir significativamente a pegada ambiental em comparação com os centros de dados terrestres.

No entanto, vários obstáculos técnicos devem ser superados. Os componentes eletrônicos, como os chips TPU, devem resistir às radiações espaciais e às variações extremas de temperatura. Além disso, dissipar o calor gerado pelos servidores representa um desafio considerável, pois no vácuo, não há ar para garantir um resfriamento natural. Radiadores especiais são necessários, mas eles tornam os satélites mais pesados e complicam a sua conceção.

A Google não é o único ator nesta corrida. A SpaceX, liderada por Elon Musk, também manifestou o seu interesse em hospedar centros de dados nos seus futuros satélites Starlink. Startups como a Starcloud exploram também esta via, utilizando chips gráficos (GPU) comuns nos sistemas de IA. Esta concorrência poderia acelerar as inovações necessárias para a concretização destes projetos.

Os primeiros passos práticos estão previstos para 2027, com o lançamento de protótipos pela Google. Estes testes permitirão avaliar a fiabilidade dos equipamentos no espaço e o desempenho das comunicações laser. Se estas experiências forem positivas, poderão abrir caminho para uma nova era na infraestrutura informática, embora a implantação em grande escala permaneça um objetivo a longo prazo.


Os satélites Starlink da SpaceX poderão não ser os únicos a orbitar a Terra, com a chegada dos centros de dados.
Crédito: SpaceX

Outro ponto notável diz respeito à manutenção destes sistemas orbitais. Ao contrário das instalações terrestres, onde as reparações são relativamente simples, no espaço, qualquer intervenção exige missões robóticas ou viagens espaciais, o que aumenta as despesas e a dificuldade operacional.

As órbitas síncronas ao sol


Os satélites do Project Suncatcher utilizam órbitas chamadas 'síncronas ao sol'. Esta configuração significa que eles passam sempre sobre a Terra no momento do nascer ou do pôr do sol. Permite maximizar a exposição aos raios solares, evitando assim os períodos de sombra e as perturbações atmosféricas. Consequentemente, os painéis solares podem produzir eletricidade quase continuamente, oferecendo uma fonte de energia estável e abundante.

Esta abordagem contrasta com as instalações terrestres, onde a produção de energia solar é intermitente devido à noite, às nuvens e às estações do ano. Em órbita, a eficiência energética é muito superior, reduzindo a dependência das redes elétricas tradicionais. Para manter esta órbita precisa, são necessários ajustes constantes para corrigir as derivas causadas pela gravidade, acrescentando uma camada de dificuldade técnica.
Página gerada em 0.171 segundo(s) - hospedado por Contabo
Sobre - Aviso Legal - Contato
Versão francesa | Versão inglesa | Versão alemã | Versão espanhola