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🍫 O chocolate associado a um envelhecimento desacelerado
Publicado por Adrien, Fonte: Aging Outras Línguas: FR, EN, DE, ES
O envelhecimento segue um ritmo natural, mas este parece diferir de uma pessoa para outra. Alguns alimentos consumidos regularmente poderiam influenciar essa cadência?
Uma equipe de pesquisa interessou-se por essa possibilidade, estudando o impacto de um composto presente no cacau em vários marcadores biológicos do envelhecimento. Para além da idade indicada nos nossos documentos de identidade, o nosso organismo possui, de fato, uma idade biológica que reflete o estado das nossas células e dos nossos tecidos. Identificar os elementos capazes de a afetar representa um caminho promissor para vislumbrar uma vida mais longa e em melhor forma.
Imagem de ilustração Unsplash
Um trabalho publicado na revista Aging relata que concentrações sanguíneas mais elevadas de teobromina estão associadas a sinais de um envelhecimento biológico desacelerado. Este composto está naturalmente presente nos grãos de cacau e, portanto, no chocolate. As observações sugerem que ele poderia contribuir para promover um envelhecimento saudável ao longo dos anos.
Para medir o envelhecimento biológico, os investigadores utilizam, nomeadamente, modificações epigenéticas, ou seja, mudanças que influenciam a atividade dos genes sem modificar o próprio ADN. Eles examinam também o comprimento dos telómeros, estas estruturas protetoras localizadas nas extremidades dos cromossomas, que tendem a diminuir com a idade. Em conjunto, estes indicadores fornecem uma imagem mais fiel do estado de envelhecimento de um indivíduo do que a simples data de nascimento.
O estudo baseou-se nos dados de duas importantes coortes europeias. Em 509 mulheres acompanhadas no estudo TwinsUK, uma concentração mais elevada de teobromina estava ligada a um envelhecimento epigenético mais lento, nomeadamente de acordo com o relógio GrimAge, que estima o risco de doenças relacionadas à idade. Uma associação idêntica foi constatada em 1160 homens e mulheres do estudo alemão KORA, confirmando assim a robustez dos resultados dentro de populações distintas.
Um ponto interessante deste trabalho reside na especificidade do efeito observado. Este persiste mesmo depois de terem sido consideradas outras substâncias como a cafeína, bem como diversos fatores relacionados com o estilo de vida. Por outro lado, níveis mais elevados de teobromina estão correlacionados com telómeros mais longos, outro indicador de um envelhecimento celular atenuado.
Esta pesquisa, contudo, não aconselha a comer mais chocolate. Na verdade, este contém também açúcar e gorduras que, em excesso, podem ter efeitos nefastos. Ela destaca, antes, o interesse de compreender como compostos alimentares comuns, como a teobromina, são suscetíveis de influenciar os processos biológicos do envelhecimento.
Estas observações somam-se a um conjunto crescente de elementos indicando que certos compostos de origem vegetal poderiam participar no apoio à saúde a longo prazo. Elas abrem, assim, novos caminhos para conceber abordagens nutricionais que visem acompanhar um envelhecimento de melhor qualidade.