🌹 Uma rosa cósmica a 5.000 anos-luz da Terra

Publicado por Adrien,
Fonte: Ronald Brecher Astrophotography
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Eis um espetáculo notável que nos oferece a nebulosa da Roseta, uma vasta nuvem onde nascem estrelas, localizada a 5.000 anos-luz da Terra. Esta extensão cósmica, situada na constelação do Unicórnio, estende-se por cerca de 100 anos-luz e concentra uma matéria equivalente a 10.000 vezes a massa do nosso Sol. A sua aparência floral deu-lhe o nome, e ela é iluminada pela radiação das estrelas massivas que a rodeiam.

A fotografia aqui apresentada é obra do astrofotógrafo Ronald Brecher. Ele registou esta cena após quase dez horas de observação em 2021. Posteriormente, retratou os seus dados com métodos mais recentes e um melhor domínio do software PixInsight.


A nebulosa da Roseta, fotografada por Ronald Brecher.
Crédito: Ronald Brecher

No centro desta estrutura, o aglomerado estelar aberto NGC 2244 escava uma larga cavidade ao afastar o gás e a poeira circundantes graças à sua poderosa radiação. Entre estes astros, algumas gigantes podem atingir cinquenta vezes a massa solar. Filamentos escuros de hidrogénio percorrem a nebulosa, ocultando em parte a luz das estrelas em pano de fundo e contribuindo para a riqueza da paisagem.

A aparência da nebulosa da Roseta muda consideravelmente conforme os comprimentos de onda utilizados para a observar. Em luz visível, como nesta imagem, as nuvens de gás e poeira são as mais visíveis. Por outro lado, o ultravioleta ou o infravermelho tornam mais aparentes as estrelas alojadas no seu interior.

Esta imagem testemunha também a evolução permanente do Universo, com regiões como a nebulosa da Roseta onde novos astros vêm ao mundo.

Como se formam as nebulosas?


As nebulosas são vastas nuvens de gás e poeira dispersas no espaço interestelar. Provêm frequentemente dos restos de estrelas que explodiram em supernovas, ou de regiões onde a matéria se condensa naturalmente sob o efeito da gravidade. Estas nuvens podem estender-se por dezenas, ou mesmo centenas de anos-luz, e a sua composição é principalmente constituída por hidrogénio, o elemento mais abundante no Universo.

Quando certas zonas de uma nebulosa se tornam suficientemente densas, a gravidade assume o controlo e provoca o colapso da matéria. Este processo dá origem a protoestrelas, que se aquecem progressivamente ao comprimir o seu núcleo. Se a temperatura e a pressão atingirem um limiar crítico, iniciam-se reações nucleares, marcando a formação de uma nova estrela propriamente dita.

As estrelas massivas assim criadas emitem uma radiação intensa, nomeadamente em ultravioleta, que ioniza o gás circundante e o faz brilhar. É este fenómeno que produz as magníficas cores observadas nas nebulosas ditas "de emissão", como a nebulosa da Roseta. O vento estelar e as radiações esculpem também a nuvem, escavando cavidades e moldando estruturas detalhadas.

Ao longo do tempo, as nebulosas podem dispersar-se ou dar origem a múltiplas gerações de estrelas. O seu estudo ajuda os astrónomos a compreender melhor o ciclo de vida das estrelas e a evolução das galáxias. Graças aos telescópios modernos, é possível observar estes fenómenos em diversos comprimentos de onda, revelando detalhes invisíveis a olho nu.
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