A maioria das estimativas dos teores de COâ‚‚ dos magmas baseia-se em abordagens indiretas, pois estes degazam massivamente durante sua ascensĂŁo para a superfĂcie. Neste estudo, os pesquisadores se basearam em amostras coletadas na provĂncia vulcânica do Baixo Vivarais (Ardèche, Maciço Central), uma das regiões vulcânicas mais recentemente ativas da França metropolitana. Mais precisamente, eles analisaram gotĂculas de magma aprisionadas nos cristais de olivina, chamadas inclusões magmáticas.
Teores máximos de CO2 medidos em magmas pobres em sĂlica em contexto intraplaca continental (triângulo azul) e para as ilhas oceânicas (cĂrculo vermelho).
Repensar o papel dos vulcões intraplaca continentais no ciclo global do carbono
Estes trabalhos indicam que os vulcões intraplaca continentais podem liberar na atmosfera quantidades de CO2 muito mais importantes do que o que seu tamanho modesto deixa supor. Se estes valores forem extrapolados para o conjunto das provĂncias vulcânicas intraplaca, estas emissões poderiam ser mais elevadas do que o antecipado, com implicações maiores para o ciclo do carbono e as interações entre vulcanismo e clima na escala dos tempos geolĂłgicos.
No futuro, a contribuição dos vulcões intraplaca continentais para o fluxo mundial de CO2, ainda que menores em comparação com as emissões antrĂłpicas, e seu potencial para provocar perĂodos de aquecimento deverĂŁo ser reavaliados Ă luz destas novas estimativas.