Para examinar as órbitas antes da fusão, uma equipe utilizou um modelo desenvolvido na Universidade de Birmingham. Os pesquisadores investigaram as oscilações, ou "precessão", e constataram sua ausência, o que revela uma trajetória oval em vez de circular. A forma elÃptica da órbita indica que o sistema não evoluiu de forma isolada. Os cientistas estimam que ele foi influenciado por outras estrelas ou por um terceiro objeto, o que altera os cenários de formação desses pares.
Partindo do princÃpio inicial de órbitas circulares, a massa do buraco negro resultante da fusão era estimada em cerca de 9 massas solares. Os novos cálculos, baseados na órbita oval, revelam uma massa maior, em torno de 13 massas solares.
Publicados na The Astrophysical Journal Letters, estes resultados descrevem vários caminhos possÃveis para a formação desses sistemas binários. Em breve, novas detecções de ondas gravitacionais poderão confirmar esses modelos. Os pesquisadores esperam aprender mais sobre as condições de nascimento desses pares extremos, abrindo caminho para uma astronomia mais precisa e dinâmica.