💥 E se estivermos errados sobre as supernovas que servem para medir o Universo?

Publicado por Adrien,
Fonte: Nature Astronomy
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As supernovas do tipo 1a, essas explosões estelares usadas como referência para medir o Universo, podem não ser tão confiáveis quanto se pensa, e em breve saberemos disso com certeza.

Uma equipe de pesquisadores desenvolveu um novo método que, graças à inteligência artificial e aos futuros dados do observatório Vera C. Rubin, promete refinar nossa compreensão dessas "velas padrão". Sua abordagem, chamada CIGaRS, pode revolucionar nossa visão da expansão cósmica e da enigmática energia escura.


Ilustração de uma anã branca próxima a uma estrela da sequência principal.

Esse método se baseia em imagens e cálculos matemáticos. Ele permite determinar a idade e a composição das estrelas que explodem, informações valiosas para estimar sua distância.

Tudo começou com a descoberta da energia escura em 1998, graças às supernovas do tipo 1a. Essas explosões, causadas por anãs brancas que canibalizam uma estrela vizinha, pareciam tão uniformes que sua luminosidade servia como padrão para medir distâncias cósmicas. Mas os astrônomos perceberam que seu brilho difere ligeiramente de acordo com o ambiente galáctico, o que complica as coisas. O novo método integra todos esses fatores – poeira, idade das galáxias, frequência das explosões – em um único modelo coerente.

A energia escura continua sendo um dos maiores mistérios da cosmologia moderna. Ela representaria 68% do conteúdo do Universo e teria começado a dominar há cerca de 4 bilhões de anos, acelerando sua expansão. É como um balanço que desacelera e de repente acelera sem que ninguém o empurre: é isso que a energia escura faz. Para entender esse fenômeno, são necessárias medições de distância extremamente precisas, e é aí que entra o novo método CIGaRS.

Essa abordagem permite estimar as distâncias das galáxias com grande precisão sem recorrer a observações espectroscópicas longas e caras. Ela será essencial para analisar o fluxo de dados do Legacy Survey of Space and Time (LSST) do observatório Rubin. Os pesquisadores afirmam que seu modelo evita vieses de seleção e modelagem.

Os resultados deste estudo, publicados no periódico Nature Astronomy, abrem caminho para uma cosmologia mais precisa. Ao refinar a calibração dessas velas padrão, os cientistas esperam compreender melhor a energia escura e o destino do Universo. E tudo isso graças a uma ideia simples: simular o Universo em um computador para revelar seus mecanismos.
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