Os pesquisadores analisaram os dados sobre os comportamentos mentirosos dos participantes entre os 6 e os 19 anos, comportamentos observados por seus pais e pelo pessoal docente, e depois determinaram os participantes com tendĂŞncias semelhantes (mentira ocasional, frequente, cada vez mais frequente, etc.).
Resultados Ăşteis para pais, pessoal docente e clĂnicos
A maioria das mentiras contadas durante a infância não leva a problemas graves na idade adulta, e apenas alguns comportamentos mentirosos estão associados a dificuldades de ordem psicológica ou judicial mais tarde na vida.
"A evolução do comportamento mentiroso varia de uma criança para outra", explica Victoria Talwar, professora do Departamento de Psicopedagogia e Psicologia do Aconselhamento e autora principal do estudo. "A maioria das crianças que participaram do nosso estudo mentia pouco ou cada vez menos com o tempo. Na maioria dos casos, a mentira não constitui um comportamento problemático."
Victoria Talwar, que estuda a mentira em crianças há muito tempo, espera que outros estudos acompanhem os participantes durante a vida adulta. Eles permitiriam examinar as repercussões a longo prazo dos comportamentos mentirosos nos planos social, profissional e relacional, e ajudar os clĂnicos a apoiar o desenvolvimento moral e social das pessoas ao longo de toda a sua vida.