No dia 17 de janeiro de 2026, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, o lançador Space Launch System (SLS) deixou o edifÃcio de montagem para uma jornada de 6,4 quilômetros. Esta manobra, realizada a uma velocidade inferior a 2 km/h, simboliza o inÃcio concreto dos preparativos para uma missão tripulada ao redor da Lua, prevista para ocorrer em apenas duas a três semanas.
Com uma altura de 98 metros e um peso de 2.600 toneladas quando abastecido, este foguete combina tecnologias consagradas e novas. Seus propulsores e motores, herdados do ônibus espacial, geram um empuxo colossal capaz de propelir a cápsula Orion em direção à Lua, com uma tripulação internacional a bordo.
Este evento segue a linhagem do programa Artemis, iniciado com o voo não tripulado da Artemis 1 em 2022. As lições aprendidas com atrasos anteriores, como vazamentos de hidrogênio, permitiram refinar os procedimentos, com a esperança de um lançamento mais tranquilo desta vez para evitar retornos inesperados ao edifÃcio de montagem.
Os astronautas assistiram a este desdobramento após meses de treinamento intensivo. Sua missão servirá como um teste importante para validar a confiabilidade dos equipamentos.
A trajetória de retorno livre na exploração espacial
No contexto da Artemis 2, esta abordagem garante que a cápsula Orion possa retornar mesmo se ocorrerem anomalias durante o voo. Os engenheiros calculam com precisão a velocidade e o ângulo de partida para explorar a gravidade lunar, criando um circuito natural que traz a espaçonave de volta ao nosso planeta. Isso elimina o perigo de ficar preso em órbita, oferecendo uma margem de segurança apreciável para os primeiros voos tripulados.