Essa constatação oferece uma pista para responder ao famoso paradoxo de Fermi: por que, apesar da imensidão do cosmos e da multitude de planetas potencialmente habitáveis, ainda não detectamos nada?
Para testar essa hipótese, os pesquisadores analisaram um tipo particular de sinais: os sinais de banda muito estreita. Essas emissões de rádio, concentradas em uma frequência precisa, não ocorrem naturalmente e denunciariam uma origem tecnológica. Mas para detectá-las, o sinal precisa permanecer nÃtido. No entanto, de acordo com o estudo, o meio interplanetário, agitado pelas erupções da estrela hospedeira, poderia espalhar esses sinais por uma faixa mais ampla de frequências, enfraquecendo-os e fazendo-os cair abaixo do limiar de detecção.
Os cientistas analisaram como as comunicações com sondas espaciais (Mariner IV, Viking) foram afetadas pelo clima espacial do nosso Sol. Com base nesses dados, modelaram o efeito de estrelas do tipo M, as mais numerosas na Via Láctea, sobre possÃveis sinais vindos de seus planetas. Resultado: essas estrelas produzem um vento de partÃculas carregadas que dispersa os sinais, tornando-os ainda mais difÃceis de captar.