🎤 O que torna uma pessoa cativante quando ela fala?
Publicado por Adrien, Fonte: Universidade McGill Outras LÃnguas: FR, EN, DE, ES
Um novo estudo realizado na Escola de Ciências da Comunicação Humana da Universidade McGill indica que o conteúdo e a maneira de falar desempenham ambos um papel importante, diferente e complementar.
"Ficamos surpresos ao constatar uma distinção nÃtida: as impressões sociais suscitadas pela pessoa que fala - principalmente a amabilidade, a competência e o atrativo - eram principalmente influenciadas pela sua maneira de falar, enquanto o desejo de prosseguir a conversa dependia principalmente do assunto da troca", explica Marcos DomÃnguez-Arriola, doutorando e autor principal do estudo.
"Um assunto interessante pode tornar cativante uma primeira troca, mas uma maneira de falar cativante poderia ser mais determinante para dar vontade aos outros de interagir novamente conosco", continua ele. "Essa distinção permite entender por que algumas conversas proporcionam uma satisfação imediata sem levar a vÃnculos duradouros, enquanto outras, embora menos empolgantes, favorecem no entanto o estabelecimento de relações profundas."
Os participantes gravaram duas vezes cada anedota que lhes foi atribuÃda: uma primeira vez em tom neutro, depois em tom "cativante", como se procurassem estabelecer um vÃnculo positivo com seu interlocutor. Os pesquisadores em seguida utilizaram ferramentas de análise acústica para medir diferentes caracterÃsticas da voz.
"Observamos em todos os participantes que essa maneira de falar cativante se caracteriza por uma intensidade vocal mais elevada, uma voz mais aguda, variações mais acentuadas da intensidade e um timbre vocal mais claro", indica Marcos DomÃnguez-Arriola.
O que dá vontade de prosseguir uma conversa
Para sua segunda experiência, os pesquisadores recrutaram 36 pessoas, 18 mulheres e 18 homens, e fizeram com que ouvissem as anedotas gravadas. Os participantes deviam avaliar diversas caracterÃsticas sociais das pessoas que falavam e indicar por quanto tempo estariam dispostos a prosseguir a conversa. Essa medida, que os pesquisadores chamaram de "leilão temporal", constitui um aspecto inovador do estudo.
Os pesquisadores então constataram que o interesse do ouvinte pelo assunto abordado, e não o estilo oratório da pessoa que fala, era o principal fator associado à duração desejada da conversa.