Essas assinaturas poderiam ser medidas pela missão europeia Juice, atualmente a caminho de Júpiter, abrindo um novo caminho para explorar esse oceano inacessÃvel e compreender melhor sua dinâmica e seu potencial de habitabilidade.
O oceano de Ganimedes seria animado por movimentos de convecção relacionados às transferências de calor em seu interior. Essas correntes movem uma água provavelmente rica em sais dissolvidos, portanto condutora de eletricidade.
Seus resultados mostram que o sinal produzido permanece muito fraco, mas que poderia, no entanto, atingir um nÃvel detectável pelos instrumentos atuais. A intensidade do sinal depende principalmente da profundidade do oceano, de sua salinidade e da velocidade das correntes que o atravessam.
Esses resultados chegam no momento em que a missão europeia Juice (Jupiter Icy Moons Explorer), lançada em 2023, continua sua viagem em direção a Júpiter. Uma vez no local, a sonda realizará vários sobrevoos de Ganimedes antes de se colocar em órbita ao redor da lua.
Entre os instrumentos a bordo, há um magnetômetro particularmente sensÃvel. Segundo os autores do estudo, ele poderia ser capaz de detectar os sinais fracos produzidos pelas correntes oceânicas simuladas em seus modelos.