☄️ Atomizar um asteroide: a China explica como fazer

Publicado por Adrien,
Fonte: Space: Science and Technology
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Uma rocha do tamanho de um edifício em direção à Terra: este é um cenário que faz pensar. No passado, colisões ou explosões de asteroides já ocorreram, como o evento de Cheliabinsk em 2013, que causou muitos feridos e danos materiais. O que fazer se um asteroide com mais de 100 metros de diâmetro estivesse em rota de colisão? Os métodos clássicos, como o impacto cinético ou os rebocadores gravitacionais, podem não ser suficientes para desviá-lo a tempo.

É aqui que entra um novo estudo chinês, publicado na revista Space: Science and Technology. Os pesquisadores modelaram duas estratégias para desviar ou destruir esses grandes asteroides. A primeira consiste em fazer explodir uma carga nuclear na superfície, escavando uma cratera rasa. A segunda, mais ambiciosa, utiliza um projétil para criar um buraco profundo antes de detonar a arma atômica, realizando assim uma explosão interna.


Para testar essas ideias, os cientistas criaram uma base de dados de asteroides virtuais e simularam diferentes prazos de alerta, variando de um a vinte anos. Os resultados mostram que o método da cratera profunda é significativamente mais eficaz. Graças a um melhor acoplamento energético, ele poderia pulverizar rochas de 100 metros e desviar eficazmente aquelas de um quilômetro em cerca de dois meses, dando-lhes um impulso.

Fazer explodir uma carga nuclear no interior de um asteroide permite transferir grande parte da energia da explosão para a rocha, um fenômeno chamado acoplamento energético. Quanto mais próxima a explosão estiver do centro, mais eficaz é esse acoplamento. O método de "pré-escavação" consiste primeiro em criar um poço com um projétil e depois colocar a arma atômica nele. Essa técnica maximiza a onda de choque interna, pulverizando ou desviando o asteroide com uma força muito superior a uma explosão na superfície.

A missão DART da NASA em 2022 já mostrou que um impacto cinético pode alterar a órbita de um pequeno corpo, mas diante de um asteroide massivo e ameaçador, a energia transferida é insuficiente. A equipe chinesa insiste que apenas uma detonação nuclear profunda pode fornecer a potência necessária em um curto espaço de tempo. No entanto, a composição do asteroide – monte de entulho ou rocha sólida – continua sendo um parâmetro determinante.

O transporte de ogivas nucleares no espaço levanta questões de segurança e regulamentação. Além disso, os fragmentos gerados pela explosão podem, eles próprios, ameaçar a Terra. Os pesquisadores não os detalharam, mas recomendam usar o método de superfície apenas em caso de emergência extrema, com um tempo de preparação muito curto. Em todos os outros casos, a detonação em profundidade é preferível. Ela exige uma preparação mais longa, mas maximiza a taxa de sucesso.

Enquanto aguardamos que tal missão seja viável, a vigilância do céu continua. Asteroides como Apófis, antes considerados perigosos, foram descartados. Mas a ciência avança: este estudo abre caminho para cenários de defesa planetária mais críveis, combinando perfuração e explosão nuclear para proteger nosso planeta de impactos maiores.
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