🔭 Esta imagem cósmica, captada pelo Hubble, é uma ilusão

Publicado por Adrien,
Fonte: Telescópio Espacial Hubble
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Arp 4 é um par galáctico imortalizado pelo Telescópio Espacial Hubble. Na imagem, uma pequena espiral luminosa parece orbitar uma companheira maior e mais escura. No entanto, esta proximidade aparente resulta simplesmente de um efeito óptico.

Este par deve a sua denominação ao Atlas de Galáxias Peculiares, um catálogo compilado pelo astrónomo Halton Arp na década de 1960. Esta coleção agrupa galáxias com formas invulgares, selecionadas pelas suas estruturas estranhas, para ajudar os cientistas a traçar a evolução galáctica. O Arp 4 está classificado entre as galáxias de baixo brilho superficial, objetos que emitem pouca luz e muitas vezes se revelam difíceis de observar.


Esta imagem mostra duas galáxias que parecem interagir, mas trata-se de um alinhamento fortuito. A pequena espiral está na realidade muito mais distante.
Crédito: ESA/Hubble & NASA, J. Dalcanton, Dark Energy Survey/DOE/FNAL/DECam/CTIO/NOIRLab/NSF/AURA

A galáxia mais imponente na imagem, chamada MCG-02-05-050, ilustra bem esta categoria. Os seus braços espirais apresentam-se de forma fragmentada e o seu disco aparece difuso, o que explica o seu baixo brilho apesar do seu tamanho considerável. Em contrapartida, a sua vizinha, MCG-02-05-050a, distingue-se pela sua compacidade, brilho e uma atividade sustentada de formação estelar, conferindo-lhe um aspeto muito mais dinâmico.

As distâncias medidas entre estas duas galáxias eliminam qualquer ambiguidade. MCG-02-05-050 situa-se a cerca de 65 milhões de anos-luz da Terra, enquanto MCG-02-05-050a se encontra a quase 675 milhões de anos-luz, ou seja, mais de dez vezes mais longe. Este fosso considerável confirma que o seu alinhamento na nossa linha de visão é puramente fruto do acaso, sem qualquer interação real entre elas.

Estas observações detalhadas são possibilitadas por instrumentos de alto desempenho como o Telescópio Espacial Hubble. Elas evidenciam como a perspetiva pode gerar imagens espetaculares mas enganadoras, lembrando a utilidade de métodos precisos para estabelecer distâncias no cosmos.
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