Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles desenvolveram uma formulação de protetor solar que deixa menos marcas brancas na pele. Ela se baseia em partículas de óxido de zinco com formato incomum. Isso pode melhorar a aceitação das proteções, especialmente em peles escuras.
O óxido de zinco é um filtro mineral que bloqueia e difunde parte da radiação ultravioleta. É apreciado por sua estabilidade, mas suas partículas frequentemente dão à pele uma aparência branca ou acinzentada. Esse efeito visível desencoraja muitos usuários.

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A nova formulação utiliza partículas em forma de tetrápode, com vários braços. Segundo a equipe, essa geometria permite cobrir a pele de forma diferente das partículas esféricas habituais. Busca, assim, limitar a difusão da luz visível, mantendo a proteção contra os UV.
Os testes relatados pelos pesquisadores incidem sobre uma formulação com fator de proteção solar 30. Eles mostram uma redução do aspecto esbranquiçado em comparação com preparações comparáveis, e sem queda constatada na proteção.
O desempenho de um protetor solar não depende apenas do filtro utilizado. O tamanho das partículas, a distribuição na fórmula, a quantidade aplicada e a resistência à água também contam. Qualquer formulação destinada ao mercado deverá, portanto, passar por ensaios regulatórios e dermatológicos.
Esta pesquisa não altera as recomendações de proteção solar. A exposição deve ser limitada durante os horários mais intensos, e o produto deve ser aplicado em quantidade suficiente e reaplicado. A escolha de uma textura mais bem aceita pode, no entanto, ajudar a manter o uso regular.
Os pesquisadores esperam agora adaptar seu processo a produtos realmente utilizáveis. Será necessário ainda verificar a estabilidade, o custo e o desempenho dessas formulações fora do laboratório.