Há cerca de 100 milhões de anos, os oceanos do Cretáceo podiam ser palco de combates acirrados entre predadores gigantes. Uma descoberta recente no Alabama traz a prova: um fóssil ainda carrega a marca de um confronto violento entre dois monstros marinhos.
De acordo com as análises, esta mordida provavelmente não correspondia a uma tentativa de predação. De fato, o Xiphactinus tinha o hábito de engolir suas presas inteiras, como atestam outros fósseis. Tratar-se-ia, portanto, de um confronto, potencialmente ligado à proteção de um território ou de um recurso. Localizada no nÃvel do pescoço, a ferida teria rapidamente provocado a morte.
As interações entre estes grandes predadores eram provavelmente raras, pois cada um evitava geralmente os riscos desnecessários. No entanto, conflitos podiam ocorrer durante a defesa de um espaço ou de uma fonte de alimento.