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📏 Uma IA da OpenAI resolve um enigma matemático de 80 anos
Publicado por Adrien, Fonte:OpenAI Outras Línguas: FR, EN, DE, ES
Pegue uma folha de papel e desenhe nela alguns pontos. Quantos pares de pontos você pode colocar de modo que todos estejam exatamente a um centímetro de distância uns dos outros?
Este problema matemático, que parece brincadeira de criança, chama-se problema das distâncias unitárias planares. Proposto em 1946 pelo famoso matemático húngaro Paul Erdős, revelou-se um verdadeiro quebra-cabeça. Desde 1984, nenhum ser humano havia conseguido avançar significativamente na sua resolução.
Isso mudou: a OpenAI anunciou que um de seus modelos internos de inteligência artificial acabou de desvendar esse segredo de 80 anos, marcando um passo histórico para a pesquisa científica.
Quantas distâncias unitárias cabem em uma única folha de papel? Crédito da imagem: OpenAI
O feito: uma IA que nem era especialista em matemática
O mais surpreendente nessa descoberta não está apenas no resultado, mas na maneira como foi obtido. O modelo de IA usado pela OpenAI é um sistema de raciocínio geral. Isso significa que ele não foi treinado especificamente para matemática, muito menos para esse problema em particular.
Para superar o bloqueio que os humanos enfrentavam desde os anos 80, a IA percorreu caminhos totalmente inéditos, combinando geometria (o estudo das formas e dos espaços) com a teoria algébrica dos números (o estudo das propriedades dos números inteiros). Os pesquisadores da OpenAI admitiram sua surpresa, pois embora esses conceitos algébricos fossem bem conhecidos dos especialistas, ninguém imaginava que pudessem ser aplicados a uma questão de geometria plana em conjunto.
Os representantes da empresa destacaram que essa prova constitui um marco histórico para as comunidades da matemática e da inteligência artificial, lembrando que é a primeira vez que um problema aberto tão importante é resolvido de forma autônoma por uma máquina.
O Humano e a Máquina: um trabalho em equipe
Diante dos receios de que a IA substitua os pesquisadores, a OpenAI e a comunidade científica acalmam os ânimos. O algoritmo encontrou a chave do problema, mas foram matemáticos humanos que assumiram o papel de analisar, limpar e aprimorar a prova inicial, a fim de explorar todas as suas consequências.
O entusiasmo é compartilhado pelos maiores especialistas. Tim Gowers, professor da Universidade de Cambridge e medalhista Fields, afirmou sem rodeios que a solução desse problema é um passo histórico para a IA matemática. Ele acrescentou que, se um humano tivesse escrito esse artigo e lhe pedissem uma opinião para publicação na prestigiada revista Annals of Mathematics, ele teria recomendado a aceitação imediata e sem a menor hesitação.
Uma revanche após falsos alertas
Este grande anúncio também soa como uma consagração para a OpenAI, que agora avança com mais cautela. Em outubro de 2025, executivos da empresa afirmaram um pouco rápido demais que seu modelo (GPT-5) havia resolvido uma dezena de outros problemas de Erdős, até que especialistas demonstraram que essas questões já haviam sido resolvidas por humanos no passado.
Desta vez, a descoberta foi minuciosamente verificada e validada por pares independentes. Ela prova que a IA não se limita mais a regurgitar conhecimentos existentes: ela se torna capaz de fazer a ciência avançar na fronteira do desconhecido.