Quatro anãs brancas por muito tempo ocultadas por estrelas mais brilhantes acabam de ser identificadas na vizinhança do Sol. Esses astros mortos estão a menos de 65 anos-luz da Terra, uma distância baixa na escala da galáxia.
Uma anã branca é o núcleo compacto deixado por uma estrela comparável ao Sol após o fim de sua vida. Ela concentra uma grande quantidade de matéria em um volume próximo ao da Terra. Apesar de sua densidade, sua baixa luminosidade a torna difícil de observar.

Os quatro objetos pertencem a sistemas binários. Eles orbitam anãs vermelhas, estrelas menores mas suficientemente brilhantes para ocultar sua companheira. Até agora, os astrônomos observavam principalmente as estrelas visíveis desses pares.
As primeiras indicações vieram de movimentos incomuns das anãs vermelhas. Sua velocidade variava ligeiramente sob o efeito gravitacional de um objeto invisível. Essas oscilações forneceram a prova indireta da presença de uma companheira compacta.
Os pesquisadores então utilizaram o telescópio espacial Hubble no ultravioleta. Essa parte do espectro permite distinguir melhor uma anã branca quente da luz visível emitida por sua companheira vermelha. As observações confirmaram a natureza dos quatro objetos.
Um dos sistemas está situado a cerca de 25 anos-luz. Sua anã branca figura agora entre as mais próximas conhecidas do Sol. Essa proximidade oferece uma oportunidade para estudar com precisão a evolução dos pares de estrelas.
A descoberta também mostra que o censo de nossa vizinhança galáctica permanece incompleto. As anãs brancas são particularmente fáceis de passar despercebidas quando orbitam estrelas ativas ou luminosas. Outros sistemas podem, portanto, estar escondidos.
Os astrônomos vão agora comparar esses pares a modelos de evolução estelar. Seu objetivo consiste nomeadamente em compreender como as duas estrelas trocaram matéria e como suas órbitas evoluíram. Essas informações ajudarão a melhor estimar a população de anãs brancas próximas.