💉 COVID-19: quando as vacinas protegem... do câncer do pulmão

Publicado por Adrien,
Fonte: Cell
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As infecções respiratórias graves, causadas pela COVID-19 ou até mesmo por certas gripes, podem deixar sequelas duradouras nos pulmões, aumentando o risco de câncer a longo prazo. Esta observação vem de uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade da Virgínia.

A equipe de pesquisa, liderada por Jie Sun, analisou os efeitos das infecções virais respiratórias graves em ratos e em pacientes humanos. Eles constataram que as pessoas hospitalizadas por COVID-19 apresentavam um risco aumentado de diagnóstico de câncer do pulmão, independentemente de fatores como o tabagismo. Da mesma forma, os ratos que sofreram infecções pulmonares graves eram mais propensos a desenvolver câncer e a sucumbir a ele.

Estes resultados indicam que a inflamação prolongada após a infecção cria um terreno propício à formação de tumores.


Imagem de ilustração Pixabay

As experiências com ratos permitiram compreender por que este risco aumenta. As infecções graves provocam modificações importantes nas células imunológicas, nomeadamente nos neutrófilos e macrófagos, que normalmente protegem os tecidos pulmonares.

Após a infecção, alguns neutrófilos adotam um comportamento anormal, contribuindo para um ambiente inflamatório persistente que favorece o crescimento tumoral. Além disso, foram observadas alterações significativas nas células epiteliais, que revestem os pulmões e os alvéolos respiratórios, reforçando essa tendência.

A vacinação parece oferecer proteção contra estes efeitos nocivos. Ao reduzir a gravidade das infecções, as vacinas impedem as alterações biológicas que poderiam levar ao câncer. As pessoas que tiveram casos leves de COVID-19 mostram uma diminuição do risco, ao contrário daquelas que sofreram formas graves da doença.

Isso mostra que a prevenção das infecções graves através da vacinação pode contribuir indiretamente para reduzir o risco de câncer do pulmão.

Com base nestas descobertas, os pesquisadores recomendam uma vigilância médica reforçada para os pacientes que sobreviveram a infecções respiratórias graves, como a pneumonia. Uma detecção precoce do câncer do pulmão poderia melhorar as chances de um tratamento eficaz, de forma semelhante às abordagens usadas para fumantes de alto risco.

Este estudo, publicado na revista Cell, abre caminho para uma melhor compreensão dos vínculos entre doenças infecciosas e câncer.
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