🏔️ O Himalaia deveria desmoronar sob seu próprio peso, a menos que...

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Um novo estudo publicado na Tectonics revela que a crosta terrestre sob o Himalaia não está simplesmente duplicada, como se pensava há um século. Os pesquisadores usaram simulações computacionais para modelar a colisão entre as placas indiana e eurasiana. Eles descobriram que o manto, uma camada mais densa localizada sob a crosta, desempenha um papel na estabilidade da cadeia montanhosa.

A cadeia do Himalaia, com o Monte Everest, formou-se durante a colisão dos continentes asiático e indiano.
Imagem ilustrativa Pixabay

Segundo a antiga teoria de Émile Argand, a crosta havia se empilhado numa espessura de 70 a 80 quilômetros. No entanto, as temperaturas extremas a essa profundidade tornam as rochas dúcteis, semelhantes a iogurte, incapazes de suportar o peso das montanhas. Essa fraqueza mecânica levou os cientistas a reconsiderar o modelo.

A equipe de Pietro Sternai identificou uma camada de manto rígida inserida entre as duas crostas. Esta estrutura em sanduíche confere a resistência necessária para suportar o Himalaia e o planalto tibetano. O manto, mais denso, não derrete tão facilmente quanto a crosta, oferecendo uma base sólida.

As simulações foram corroboradas por dados sísmicos e a análise das rochas. Simone Pilia, co-autora do estudo, explica que este novo modelo resolve enigmas geológicos persistentes. Por exemplo, justifica porque certas observações não correspondiam à teoria anterior.

Diagrama mostrando blocos de crosta indiana ligando-se à base da litosfera após a colisão continental.
Crédito: Sternai et al. 2025, Tectonics. Redistribuído sob licença Creative Commons CC BY 4.0.

Esta descoberta abre novas perspectivas em geologia. Adam Smith, um especialista não envolvido, reconhece a plausibilidade dos resultados. Eles poderiam aplicar-se a outras regiões montanhosas formadas por colisão continental.