O nosso ritmo de caminhada na cidade acelerou-se significativamente nas últimas décadas. Os pedestres parecem agora menos inclinados a passear ou parar em espaços públicos.
Esta observação provém de um estudo inovador que analisou o comportamento dos citadinos durante um período de trinta anos. Investigadores compararam sequências de vídeo históricas e contemporâneas filmadas nos mesmos locais, utilizando ferramentas de inteligência artificial para quantificar as mudanças.

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Uma aceleração medida do passo
A velocidade média de caminhada aumentou 15% entre 1980 e 2010 em três grandes cidades americanas. Esta métrica objetiva foi obtida através da análise algorítmica de vídeos de arquivo. O trabalho foi publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences.
O tempo dedicado a passear nas ruas ou praças diminuiu, paralelamente, 14%. Os locais públicos são menos utilizados para pausa ou espera, funcionando mais como simples eixos de trânsito para se deslocar rapidamente de um ponto a outro.
A proporção de pessoas caminhando sozinhas manteve-se estável, rondando os 68%. Em contrapartida, as interações espontâneas entre desconhecidos tornaram-se mais raras. O estudo regista um recuo significativo das conversas improvisadas no espaço urbano.