🕸️ Uma teia de aranha gigante em Marte

Publicado por Adrien,
Fonte: NASA
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Desde a órbita, a superfície de Marte revela... uma teia de aranha gigante.

Essas estruturas, formando uma vasta rede de cristas, foram criadas quando água subterrânea circulou através das fraturas das rochas, depositando minerais que endureceram com o tempo. Posteriormente, o vento erodiu as áreas menos resistentes, deixando em relevo esse padrão em treliça. Esse processo, bem conhecido na Terra em pequena escala, assume dimensões impressionantes em Marte, com cristas chegando a até dois metros de altura.


Os cientistas acreditam que antigas águas subterrâneas formaram esse padrão de cristas em forma de teia, chamado de boxwork, capturado pelo orbitador de reconhecimento marciano da NASA.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

A exploração desse terreno acidentado constitui um obstáculo de grande porte para o rover Curiosity. Os engenheiros devem guiar com cautela este veículo do tamanho de um SUV através de cristas às vezes tão estreitas quanto ele mesmo. Os deslocamentos nos vales arenosos exigem atenção especial para evitar atolamentos, mas a equipe sempre encontra soluções adaptadas, como explicam os responsáveis da missão.

A presença desses "boxworks" nas encostas do monte Sharp, uma montanha de cinco quilômetros de altura, indica que o lençol freático já foi elevado no passado. Essa situação implica que as condições propícias à vida, relacionadas à presença de água líquida, podem ter se mantido durante um período extenso, bem depois do desaparecimento dos rios e lagos superficiais.

As observações de perto validaram que as linhas escuras nas cristas são fraturas, reforçando a ideia de uma circulação de água. Pequenos nódulos arredondados, associados à atividade passada da água, foram encontrados nas laterais das cristas e nos vales, sem ligação direta com as fraturas centrais, o que abre questões sobre sua formação.

O Curiosity analisou várias amostras de rocha nesta região. Os instrumentos detectaram minerais argilosos nas cristas e carbonatos nos vales, confirmando a ação da água. A missão continua com a exploração de camadas ricas em sulfatos, que se formaram durante a progressiva secagem de Marte. Essas investigações ajudarão a reconstituir a evolução climática do planeta há bilhões de anos.
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