Um medicamento experimental contra a obesidade produziu perdas de peso significativas em dois novos ensaios de fase 3. A Eli Lilly apresentou esses resultados em 23 de julho de 2026 para a retatrutida, uma molécula que atua simultaneamente em três vias hormonais relacionadas ao metabolismo.
Em um dos ensaios, os participantes com obesidade e doenças cardiovasculares perderam em média até 22,6% do seu peso após 80 semanas, com a dose mais alta testada. No outro, as pessoas com diabetes tipo 2 perderam até 20,8%.

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A retatrutida tem como alvo os receptores de GLP-1, GIP e glucagon. Esses hormônios participam especialmente no controle do apetite, da glicemia e da forma como o organismo utiliza suas reservas de energia. Sua ativação combinada visa, portanto, vários mecanismos envolvidos na obesidade.
Nos participantes diabéticos, o tratamento também reduziu o nível de hemoglobina glicada, um indicador do equilíbrio do açúcar no sangue. A queda chegou a 1,6 ponto no grupo que recebeu a dose mais alta, de acordo com os resultados divulgados pelo laboratório.
Esses dados, no entanto, ainda são resultados anunciados pelo fabricante. Eles deverão ser examinados em detalhe e depois avaliados pelas autoridades de saúde antes de qualquer eventual autorização. A Eli Lilly planeja apresentar um pedido à FDA no primeiro trimestre de 2027.
Os efeitos adversos mais frequentes foram distúrbios digestivos, especialmente náuseas e diarreias. O laboratório também relata um número maior de eventos cardiovasculares graves em um subgrupo limitado, um resultado que precisará ser estudado com mais dados.
A retatrutida ainda não é, portanto, um medicamento disponível. Seus resultados reforçam seu interesse científico, mas ainda não permitem comparar definitivamente sua relação benefício-risco com os tratamentos já autorizados contra a obesidade.