Habitualmente percebidas como emissões nÃtidas e contÃnuas, as ondas de rádio chocam-se com barreiras e perturbações durante a sua viagem. A atividade das estrelas, como as ejeções de massa coronal, projeta por exemplo partÃculas carregadas que interferem com a propagação destas ondas. Estes encontros têm o potencial de dispersar um sinal numa larga banda de frequências, diminuindo a sua intensidade e complicando a sua receção a partir da Terra.
Um trabalho realizado por Vishal Gajjar e Grayce Brown do Instituto SETI quantificou este impacto ao examinar sinais trocados entre a Terra e sondas espaciais. Os seus resultados, publicados na The Astrophysical Journal, permitiram calibrar a influência do vento solar e das erupções estelares nas transmissões muito finas, precisamente aquelas que os astrónomos procuram.
Simulações extrapolaram depois estas medidas para outros sistemas, visando estrelas como o nosso Sol e as anãs vermelhas. Estas últimas, de tamanho modesto mas muito turbulentas, são particularmente suscetÃveis de provocar um espalhamento pronunciado dos sinais, podendo exceder várias centenas de hertz em alguns casos.