O cérebro poderia dispor de um mecanismo molecular capaz de acompanhar o tempo passado a dormir. Pesquisadores o observaram em camundongos. Esse sinal reflete também as breves interrupções do sono e a probabilidade de um despertar.
A equipe estudou a proteína quinase A, chamada PKA. Essa enzima adiciona grupos químicos a certas proteínas presentes nas células cerebrais. Sua atividade já havia sido associada ao estado de vigília.

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Os pesquisadores usaram um sensor fluorescente para acompanhar esse mecanismo em tempo real. Quando os camundongos permaneciam acordados, o nível de marcação química permanecia elevado e estável. Ele diminuía progressivamente desde o início do sono.
Essa queda continuava durante todo o período de repouso. Ela formava assim uma espécie de cronômetro molecular. Quanto mais o sono durava, mais o sinal ligado à PKA se tornava fraco.
Os microdespertares, no entanto, modificavam esse ritmo. Cada interrupção muito breve era associada a uma subida do sinal, antes de uma nova diminuição. O mecanismo registrava assim tanto a duração total quanto a fragmentação do sono.
Segundo os pesquisadores, essa medida prediz melhor um despertar iminente do que a simples duração do repouso. Ela não desencadeia necessariamente o despertar. Ela indicaria sim que o cérebro se torna progressivamente pronto para sair do sono.
Essa descoberta poderia ajudar a compreender melhor a dívida de sono. Esta permanece difícil de medir diretamente em uma pessoa. Os testes atuais avaliam principalmente o desempenho, a atenção ou as consequências fisiológicas da falta de repouso.
O estudo foi realizado em camundongos e publicado como pré-publicação. Ele ainda não foi avaliado por outros cientistas. Trabalhos adicionais deverão verificar se o mesmo mecanismo funciona em seres humanos.